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RP-Boavista questiona a Volta: "Como é que uma prova tão pequena tem dois contrarrelógios?"

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Hugo Monteiro

RP-Boavista vai apresentar-se à partida da 79.ª Volta a Portugal sem um líder declarado e na expectativa de participar numa luta mais aberta pela camisola amarela.

A RP-Boavista vai apresentar-se à partida da 79.ª Volta a Portugal sem um líder declarado e na expectativa de participar numa luta mais aberta pela camisola amarela, numa edição em que o pelotão nacional está mais equilibrado.

"Nós não partimos para a Volta com um líder declarado. As circunstâncias da corrida assim o vão determinar. A equipa este ano é um pouco mais homogénea e depois, ao longo da prova, iremos adaptar a chefia da equipa às circunstâncias da corrida", começou por dizer José Santos à agência Lusa.

© Pedro Correia/Global Imagens

Com o veterano Rui Sousa, que encosta a bicicleta esta temporada e quer melhorar o segundo lugar de 2014 e os terceiros de 2013, 2012, 2011 e 2002, e João Benta como nomes fortes, os axadrezados irão definir, na estrada, quem será o seu candidato à amarela.

"Aquilo que é importante para uma equipa, seja ela qual for, é que haja harmonia, compreensão. Aqui é um por todos e todos por um e é com esse objetivo que partimos para a Volta. Que haja espírito de grupo e que, se a corrida se inclinar para um ou para outro ciclista, depois a equipa possa corresponder, ajudando-o", acrescentou.

Longe vão os tempos em que os boavisteiros se contentavam com o estatuto de caça etapas. Hoje, o seu papel é, assumidamente, outro: "Sempre que vamos para a Volta a Portugal vamos com o desiderato de discutir os principais lugares. É isso que temos feito nos últimos anos, é isso que vamos procurar fazer este ano. Não escondo que vamos, como os outros concorrentes, para ganhar, sabendo que ganhar só ganha um".

O diretor desportivo da RP-Boavista considerou que, este ano, as equipas nacionais "estão mais homogéneas, mais estruturadas" e, como tal, qualquer uma tem ciclistas que podem ganhar a Volta a Portugal.

"A equipa da W52-FC Porto é forte, mas também não é invencível. Estou convencido de que as circunstâncias da prova este ano poderão ser diferentes, apesar de eles terem um conjunto forte. Penso também que as outras equipas estão mais reforçadas e que, neste momento, temos um maior equilíbrio no pelotão nacional", analisou.

Na hora de elencar os seus candidatos, o 'Professor' defendeu que Rui Vinhas, o campeão em título, não entra nestas contas.

"Ele venceu no ano passado fruto da situação que foi [uma fuga]. Mas os crónicos candidatos serão praticamente os mesmos e penso eu que estarão todos em equipas nacionais: o [Gustavo] Veloso, o [Rinaldo] Nocentini, o Sérgio Paulinho", enumerou.

José Santos aproveitou a oportunidade para manifestar o seu descontentamento com o traçado da 79.ª edição, que vai estar na estrada entre sexta-feira e 15 de agosto, entre Lisboa e Viseu, e que abdicou de uma chegada à Torre, na Serra na Estrela.

"Os percursos da Podium [organizadora da prova] não vale a pena falarmos deles, porque são repetitivos. Se reparar, são iguais todos os anos, numas edições com a Torre, noutras sem e são sempre os contrarrelógios a decidir quem vai vencer a Volta a Portugal. Acho curioso que as pessoas ainda não se tenham apercebido disso: como é que uma prova tão pequena como a nossa tem dois contrarrelógios?", questionou.

O diretor boavisteiro deu como exemplo outras provas, nas quais os organizadores já começaram a aperceber-se do "peso excessivo que os contrarrelógios têm na decisão das corridas" e estão a alterar os perfis das etapas.

"Desde que a Podium assumiu a Volta a Portugal, as edições têm sido discutidas e ganhas no contrarrelógio. Muita gente diz: o percurso é igual para todos. É verdade. É igual, mas uns são mais especialistas nisto e outros naquilo. Acho que a organização da Volta já devia ter visto o perfil de ciclistas que tem ganhado nos últimos anos, principalmente os da Galiza", argumentou.

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