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RSF denuncia crescente controlo do Governo do Egito sobre os 'media' locais

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Administrator

Os Repórteres sem Fronteiras (RSF) referiram hoje que os 'media' privados no Egito estão cada vez mais controlados por empresários com ligações ao Governo e aos seus serviços de informações.

A organização de direitos humanos, vocacionada para o estado dos 'media' a nível global, assinalou num relatório que "o controlo do regime sobre os 'media' continua a aumentar e está inclusive a atingir os 'media' pró-governamentais".

No Egito, todos os meios de comunicação social são virtualmente e abertamente apoiantes do Governo, que nos últimos meses bloqueou centenas de páginas digitais, incluindo muitas dirigidas por jornalistas independentes e organizações de direitos humanos. As autoridades estabeleceram "observatórios dos media" para controlar o trabalho dos jornalistas, definiram como um crime a publicação de "notícias falsas" e prenderam numerosos jornalistas.

A eliminação dos 'media' independentes insere-se numa repressão mais vasta desencadeada após o golpe de Estado militar que derrubou o Presidente eleito islamita em 2013. Desde então, o Egito desceu para os níveis mais baixos nos índices de liberdade de imprensa.

Os RSF destacaram a popular cadeia ONTV e os jornais locais Youm al-Sabea e Sout al-Omma, todos pertencentes ao empresário pró-governamental de Ahmed Abu Hashima. Pouco após ter adquirido a cadeia televisiva em 2016, as autoridades deportaram a apresentadora britânico-libanesa Liliane Daoud, crítica de diversas políticas do novo executivo.

O relatório dos RSF também faz referência à Al-Asema TV, propriedade de um antigo porta-voz militar, e à Al-Hayat TV, alegadamente adquirida por uma empresa de segurança egípcia.

Desde maio, e de acordo com a Associação para a liberdade de pensamento e expressão -- um grupo egípcio de direitos humanos --, foram bloqueados pelas autoridades os acessos a pelo menos 424 páginas da internet ('websites'). O Governo também bloqueou as páginas dos serviços VPN, que permitiam aos utilizadores o possível acesso aos 'sites' silenciados.

A própria página digital dos RSF está bloqueada no Egito desde meados de agosto.

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