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RTP diz que Just Up "não comunicou" impossibilidade em continuar a gravar série "Mistérios do Tempo"

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/07/2017 Administrator

A Just Up informou a RTP das dificuldades em fazer as gravações da 2.ª temporada da série "Mistérios do Tempo", mas "não comunicou definitivamente a sua incapacidade" em prosseguir a série televisiva, indicou hoje a estação estatal.

O CENA - Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos divulgou hoje, em comunicado, que "cerca de 60" trabalhadores -- atores e equipa técnica da série televisa "O Ministério do Tempo" - têm os ordenados em atraso.

"As gravações da 2.ª temporada da série da RTP 'Ministério do Tempo', produzida pela Just Up, estão neste momento paradas. Havendo vencimentos em atraso", disse o CENA, adiantando que "decidiram os trabalhadores interromper a produção, faltando ainda gravar seis episódios para completar a 2.ª temporada".

Independentemente do que venha a acontecer, a RTP explica em comunicado que "vai manter a sua estratégia de lançar novas séries a partir das propostas apresentadas pelas produtoras", o que significa "novas oportunidades de trabalho" para todas as categorias profissionais envolvidas na produção -- equipas de escrita, atores, realizadores, equipas técnicas, entre outras -, "minimizando dificuldades" que possam advir para estes profissionais.

"Apesar de a RTP ser alheia aos problemas de incumprimento por parte da produtora, quer deixar uma palavra de solidariedade às equipas de profissionais da série ´Ministério do Tempo', desejando uma rápida resolução do impasse", esclarece.

O sindicato afirma que, tendo sido informado pelos trabalhadores, entrou "desde logo em contacto com a Just Up para encontrar resolução breve, no entanto, a produtora não respondeu".

O CENA esclarece que não tomou antes uma posição pública para não prejudicar "diligências" que estavam a ser feitas para "desbloquear" a situação.

O "Ministério do Tempo" é um formato original da empresa espanhola Veralia apresentado à RTP pela Iniziomedia, sendo que os 13 primeiros episódios foram produzidos por esta empresa.

Para a 2.ª temporada do "Ministério do Tempo", a Veralia fez um acordo com a Iniziomedia de forma a transferir a produção da série para outra produtora, a Just Up, por dificuldades de produção na 1.ª temporada.

A nota enviada à agência Lusa explica também que o acordo para a produção do "Ministério do Tempo" é "idêntico ao das outras séries", isto é, apresentação da sinopse e do guião do primeiro episódio, indicação de orçamento e sugestões de elenco.

Após aprovação, as produtoras estabelecem contratos com as equipas que entendem e, finalmente, mediante a entrega dos episódios, a RTP "paga o valor acordado", esclarece.

Esta oportunidade para a indústria de ficção portuguesa "não é isenta de risco", alerta a RTP, lembrando que a paragem do "Ministério do Tempo", a confirmar-se, será "o primeiro caso em mais de uma dezena de projetos de ficção" já exibidos pela RTP e outros tantos já lançados.

Finalmente, a RTP explica que opera num mercado aberto e que nenhuma empresa contratada "tinha, até hoje, quaisquer inibições contratuais ou antecedentes de incumprimento para com a estação de televisão pública portuguesa.

Também hoje, na rede social Facebook, o ator António Capelo, um dos protagonistas da série, tornou pública uma carta em que dá conta do caso.

Na carta que é também assinada pelos atores Luís Vicente, João Craveiro, Andreia Dinis, Mariana Monteiro, João Vicente, Samanta Castilho, Carla Andrino e Ângelo Rodrigues, são referidos vários percalços pelos quais a série passou, ainda durante a primeira temporada, a cargo da produtora Iniziomédia, e já nesta segunda temporada, a cargo da produtora JustUp, com atraso no pagamento dos ordenados.

"Das informações que dispomos, estimamos em cerca de 60, os trabalhadores que neste momento têm vencimentos em atraso e de que fazem parte atores do elenco fixo e adicional e elementos da equipa técnica", afirma o CENA, adiantando que "conseguiu também apurar que os valores em dívida respeitantes ao mês de maio chegam às centenas de milhares de euros", e acrescenta que "alguns trabalhadores da primeira temporada não têm também a sua situação regularizada".

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