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Rui Moreira diz que "há uma década atrás o Porto era incapaz" de fazer uma candidatura "forte" à EMA

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/08/2017 Administrator

Porto, 01ago (Lusa) - O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disse hoje que "há uma década a cidade era incapaz de fazer uma candidatura tão forte" à Agência Europeia de Medicamentos (EMA), enfatizando o "envolvimento de todos os cidadãos".

"É com satisfação que, como presidente da câmara municipal, vi ser sido possível, num prazo muito curto, apresentar uma candidatura que é muito forte. O Porto mudou. Há uma década era incapaz de fazer uma candidatura desta natureza. O Porto tem uma marca hoje reconhecida. Isso tem a ver com o envolvimento de todos os cidadãos", disse Rui Moreira.

Em conferência de imprensa, o autarca independente falou da entrega da candidatura da cidade do Porto ao acolhimento da EMA (na sigla em inglês) que atualmente está localizada m Londres, mas será relocalizada no âmbito do 'Brexit' que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia.

Hoje foi tornado público que o Palácio dos Correios, nos Aliados, o Palácio Atlântico, na Praça D. João I, ou instalações novas na Avenida Camilo Castelo Branco são as três localizações propostas para a Agência Europeia de Medicamentos no Porto, caso a cidade vença esta candidatura.

"Hoje temos a possibilidade de arcar com estes desafios, independentemente do resultado final. O Porto adquiriu peso político, um peso político adquirido essencialmente pelos seus cidadãos e é isso que nos permite sermos a cidade escolhida [para a candidatura nacional]. Agora temos de esperar. Temos uma candidatura que consideramos forte", sintetizou o presidente da câmara, juntando ao Porto, "o envolvimento da Área Metropolitana do Porto e de toda a região Norte".

Rui Moreira sublinhou também o papel da diplomacia portuguesa, enumerando o "empenho" do Ministro dos Negócios Estrangeiros, do Governo, bem como do Presidente da República e frisou que o Porto já conseguiu, neste processo, "ganhar um primeiro desafio".

"Temos uma excelente rede diplomática. Qualquer que seja o desfecho é muito importante que o Porto tenha conseguido demonstrar que já faz parte de um círculo restrito de cidades que tem a capacidade de oferecer as condições suficientes para uma instituição desta natureza", disse o autarca.

Na mesma sessão, o vereador Ricardo Valente, elemento da Comissão Nacional de candidatura à EMA, mostrou convicção de que o Porto tem capacidade de receber a agência no final de março de 2019 e explicou que a cidade apresentou três possíveis localizações para "dar à EMA a oportunidade de escolher".

"A cidade demonstra, nos critérios, todos a capacidade de receber 900 pessoas que é a dimensão que a EMA tem, 640 crianças e um enquadramento familiar que equivale a 55% dos funcionários. Estamos a falar de um total de pessoas que podem chegar à cidade do Porto 2.000 pessoas", descreveu Ricardo Valente, acrescentando que "esta é a agência europeia que mais visitas acolhe", estimando 30 mil por ano.

Outro dos dados enfatizados na conferência realizada esta tarde foi a "capacidade do Porto para acolher famílias e crianças", tendo os responsáveis autárquicos garantido condições para vários níveis de ensino, numa oferta suportada "em grande parte" pelas escolas internacionais da cidade.

Ricardo Valente explicou também que a fase que se segue é técnica, pois até 30 de setembro será dito pela Comissão Europeia se as 19 candidaturas cumprem os requisitos mas, realçou, "qualquer que seja esta nota, não desclassifica ninguém".

A decisão sobre que cidade vai acolher a EMA é conhecida a 15 de novembro no Conselho Europeu.

Para além do Porto, concorrem à relocalização da EMA (que conta atualmente com 890 trabalhadores e recebe anualmente visitas de cerca de 35 mil representantes da indústria) outras 18 cidades europeias: Amesterdão, Atenas, Barcelona, Bona, Bratislava, Bruxelas, Bucareste, Copenhaga, Dublin, Estocolmo, Helsínquia, Lille, Malta, Milão, Sofia, Varsóvia, Viena e Zagreb.

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