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Rui Pereira: "Dirigentes continuam com linguagem violenta"

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/04/2017 Rodrigo Cortez

Discursos dos dirigentes criticados por ex-ministro. Tenente-coronel acredita, por sua vez, que estes problemas podem afetar Portugal como destino turístico.

João Alvelos (membro do Observatório sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo), Rui Pereira (ex-ministro da Administração Interna) e Pedro Proença (presidente da Liga) © Gustavo Bom / Global Imagens João Alvelos (membro do Observatório sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo), Rui Pereira (ex-ministro da Administração Interna) e Pedro Proença (presidente da Liga)

Em declarações relativas ao momento sensível que atualmente se vive no futebol português, o ex-ministro da Administração Interna, Rui Pereira, criticou a conduta de alguns dirigentes.

"Tem que haver um código ético para os agentes desportivos. Há dirigentes que, mesmo a seguir aos mais trágicos acontecimentos, continuam com uma linguagem extremamente violenta", afirmou, em abstrato, não se referindo a nomes.

Rui Pereira frisou que "não se pode fazer uma relação causa e efeito entre discursos e violência", mas deixou entender que pode haver uma conexão mais íntima do que à primeira vista possa pensar-se.

O ex-ministro (entre 2007 e 2011) proferiu estas declarações durante uma conferência realizada na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, num painel subordinado ao tema "Segurança em eventos desportivos, em particular o futebol: que desafios e que opções?", no qual também participaram Pedro Proença (presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional) e João Alvelos (tenente-coronel que é membro do Observatório sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo).

Este último defendeu, aliás, posição semelhante. "Há que atuar junto dos dirigentes que incentivam [comportamentos violentos]", afirmou Alvelos, acrescentando que, "quem os promove deve ser penalizado".

No seu entender, os recentes acontecimentos negativos no futebol português são prejudiciais à imagem do país. "Portugal como destino turístico pode ser gravemente afetado", disse, referindo-se ao "impacto junto do público estrangeiro" das notícias relativas aos confrontos entre claques que provocaram um morto na madrugada anterior ao último Sporting-Benfica.

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