Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Série dos selos sobre 500 anos do Correio em Portugal apresentada segunda-feira

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/10/2017 Administrator

A segunda série dos selos alusivos aos 500 anos do Correio em Portugal, que serão comemorados em 2020, é apresentada na segunda-feira, no Museu da Fundação das Comunicações, em Lisboa.

A série filatélica, cujo "design" é de AF Atelier, é composta por cinco selos e um bloco filatélico, sendo reproduzido, num dos selos, o retrato de Luís Gomes da Mata, o primeiro correio-mor, a quem o rei Filipe II de Portugal vendeu a licença de transporte postal.

O retrato, numa versão do século XX, é acompanhado por uma pintura em óleo sobre tela, do correio a pé e a cavalo, uma obra de José Pedro Martins Barata, de 1962, que foi responsável durante várias décadas pelo 'design' dos selos portugueses.

Um outro selo representa José Diogo Mascarenhas Neto (1752-1826), que foi o primeiro administrador do serviço universal do correio português, e mostra ainda uma placa recortada em bronze com as armas reais portuguesas do início do século XVIII, e a Mala Posta de 1798.

Outra estampilha postal representa Guilhermino Augusto de Barros (1808-1900), que foi diretor-geral dos Correios, Telégrafos e Faróis, e responsável pela organização do Congresso Postal, em 1885, em Lisboa, sendo representado junto a uma placa da diretoria do correio em 1852, e de um marco postal, segundo uma gravura do século XIX.

"A placa de sinalização do Posto de Correios de 1910 e o carro de tração animal de transporte urbano de correio, do início do século XX, são os elementos que compõem o selo de António Maria da Silva".

António Maria da Silva (1872-1950) foi Grão-Mestre adjunto do Grande Oriente Lusitano (Maçonaria) e, entre outros cargos públicos como o de ministro das Finanças, foi administrador-geral dos Correios e Telégrafos.

Outra personalidade representada na série filatélica é Luís de Albuquerque Couto dos Santos, que foi ministro do Comércio e Comunicações e correio-mor, título que regressou à nomenclatura oficial em 1947. Couto dos Santos, que nasceu em 1896, no Porto, está representado junto ao logótipo da empresa CTT, em 1936, e à tiragem de correio de marco postal nos anos 1930.

O bloco filatélico tem um selo com o retrato da rainha D. Maria II, atribuído a John Simpson, um óleo sobre tela do século XIX, e como fundo, a carta de D. Fernando, seu marido, a Borja Freire, com indicações sobre as propostas para a primeira série de selos portugueses com representação de D. Maria II (1819-1853).

Esta carta foi leiloada e encontra-se no estrangeiro, disse à agência Lusa o diretor de Filatelia dos CTT-Correios de Portugal, Raul Moreira. Nela, o monarca, preocupado com a imagem da consorte, desenhou como pretendia a efígie régia. Esta carta, apontada como "espécimen valiosíssimo", foi arrematada em 1993, por 15.000 contos (cerca de 75.000 euros).

O primeiro selo postal português data de 1853, treze anos depois do primeiro selo no mundo, emitido em Inglaterra.

Nesta emissão filatélica todos os selos têm o formato de 40X30,6 milímetros; dois selos têm o valor facial de 0,50 euros e uma tiragem de 125.000 exemplares cada, um outro selo, o valor facial de 0,63 euros e uma tiragem de 100.000 exemplares, outro tem um valor facial de 0,80 euros e uma tiragem de 125.000 exemplares, e, o último, com o valor facial de 0,85 euros, tem uma tiragem de 105.000 exemplares.

O bloco filatélico, com o formato de 125X95 milímetros, tem o valor de 1,40 euros e uma tiragem de 56.000 exemplares.

As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas dos CTT dos Restauradores, em Lisboa, Município, no Porto, Zarco, no Funchal e Antero de Quental, em Ponta Delgada.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon