Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Síria: Agência noticiosa turca revela posições das forças especiais EUA e França

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

A agência de imprensa pró-governamental turca Anadolu revelou hoje a localização das forças especiais dos EUA e da França no norte da Síria, provocando a cólera dos norte-americanos, que receiam pela segurança dos seus militares.

A Anadolu especificou a localização de 10 instalações militares norte-americanas, indo ao ponto de, em alguns casos, detalhar o número de soldados das forças especiais que aí se encontram.

Segundo a Anadolu, 200 soldados norte-americanos e 75 franceses estariam num posto avançado, a cerca de 30 quilómetros de Raqa, a dita capital do grupo que se designa Estado Islâmico, ou Daesh.

A divulgação destas informações confidenciais expõe as forças da coligação a "risos inúteis", considerou o porta-voz do Pentágono, Adrian Rankine-Galloway.

"Ficaríamos muito inquietos e os dirigentes de um país aliado da NATO colocassem voluntariamente em risco as nossas tropas, ao divulgarem informações confidenciais", declarou.

"Transmitimos as nossas inquietações ao governo turco", acrescentou, recusando comentar a exatidão das localizações reveladas pela Anadolu.

Estas 10 bases militares, correspondentes a dois aeródromos e oito postos avançados, são utilizadas para apoiar o Partido da União Democrática Curda (PYD, na sigla em Turco) e o seu braço armado, as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), que Ancara considera ligado ao Partido dos Trabalhadores da Turquia (PKK).

Os dirigentes turcos consideram os separatistas do PKK como uma organização "terrorista". O conflito ligado aos curdos na Turquia já provocou mais de 40 mil mortes desde o seu início em 1984.

A relação entre Washington e Ancara, aliados na NATO, arrefeceu depois da intervenção na Síria da coligação construída pelos EUA para atacar o Daesh.

Os EUA contam com o YPG e outros grupos curdos para combaterem o Daesh. Para tal, já enviaram armas para os curdos, mas Ancara receia que as armas acabem nas mãos do PKK.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon