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Síria: Rússia veta resolução da ONU para identificar autores de ataque químico

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

A Rússia vetou hoje um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU para prolongar por um ano a investigação à utilização de armas químicas na Síria.

O projeto, apresentado pelos Estados Unidos, recebeu 11 votos a favor, dois contra -- da Rússia e da Bolívia -- e duas abstenções.

O embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia, tinha pedido um adiamento da votação para novembro, depois da apresentação ao Conselho, na quinta-feira, de um relatório da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) sobre o ataque com gás sarin em abril em Khan Sheikun.

O adiamento foi rejeitado pela representante norte-americana no Conselho, Nikki Haley, e Nebenzia acusou os Estados Unidos de insistirem na data para "se exibirem e desonrarem a Rússia".

O embaixador explicou que Moscovo critica o chamado Mecanismo de Investigação Conjunto, mas que o seu objetivo não é terminar a missão dele, antes corrigir o mandato que o enquadra.

Haley argumentou que o prolongamento do mandato dos investigadores tem o "apoio esmagador" dos membros do Conselho de Segurança e que a Rússia quer apenas saber se o relatório acusa o regime de Bashar al-Assad.

"Não podemos trabalhar dessa forma", disse a embaixadora norte-americana.

A 04 de abril, um ataque com armas químicas em Khan Sheikhun, uma pequena localidade do norte da Síria controlada por rebeldes e 'jihadistas', fez mais de 80 mortos e desencadeou um ataque dos Estados Unidos com 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea de onde terão partido os aviões com o agente químico.

A OPAQ concluiu em junho que foi usado gás sarin, um poderoso agente neurotóxico, em Khan Sheikhun, mas a identificação dos responsáveis pelo ataque foi atribuída ao Mecanismo de Investigação Conjunto ("Joint Investigative Mechanism", JIM), integrado por peritos da ONU e da OPAQ.

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