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Só em 1950 existiu um FC Porto-Sporting assim

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/08/2017 Ana Proença

Mesmo sendo rivais entre 1941 e 1974, só uma vez FC Porto e Sporting lutaram até ao final pela vitória, como pode suceder agora, com o leão Nocentini colocado entre os dragões Alarcón e Amaro Antunes

Em 79 edições da Volta a Portugal, esta é a apenas a segunda vez que FC Porto e Sporting discutem taco a taco a corrida, isto caso a luta entre os corredores dos dois grandes clubes, que ocupam as três primeiras posições da geral, se mantenha até final. A anterior foi em 1950, quando Dias dos Santos fez o tri do FC Porto e bateu o italiano Mario Fazio por 1m52s - já nessa época o Sporting tinha um líder transalpino. Depois disso, só por duas vezes os dois clubes estiveram juntos no pódio final, mas sem a mesma emoção. Em 1964, venceu o portista Joaquim Leão, com o leão João Roque em terceiro (Jorge Corvo, do Tavira, foi segundo), e no ano seguinte o benfiquista Peixoto Alves bateu João Roque e Mário Silva.

Os confrontos entre os dois grandes existiram entre 1941, ano de estreia do FC Porto, e 1974, quando se deu uma primeira paragem do Sporting, que regressou em 1984, já sem os azuis e brancos como rivais (saíram em 1983). No ano passado, os dois clubes voltaram a ter equipas, mas os leões nunca interferiram no domínio portista, que nesta Volta continua a deixar marcas, embora não se compare ao de 1949: Dias dos Santos, Attilio Lambertini, Joaquim Sá, Moreira de Sá e Fernando Moreira terminaram nos cinco primeiros lugares, deixando o primeiro leão, Mário Sá, em sexto.

"Estreei-me nessa Volta de 1949, tinha então 20 anos", recorda Guita Júnior, o jornalista já reformado que fez 50 Voltas a Portugal e ainda lhes somou 16 edições do Tour, 18 da Vuelta e uma do Giro. "Era uma aventura, começando pelas bicicletas e terminando nas estradas ou nos sítios para dormir, pois utilizava-se casas particulares", diz, lembrando as "multidões que se juntavam na estradas e em Lisboa, no Rossio, para ver as placas que atualizavam os resultados da Volta". "Eram tempos de paixão. Agora, o ciclismo é um negócio", lamenta, sublinhando que "nesses anos era o ciclismo que chamava gente para os clubes, com a sua popularidade; agora, eles estão de novo na estrada, mas não ligam muito ao ciclismo."

Voltando a 1950, Guita Júnior recorda "a força de Dias dos Santos no contrarrelógio e a recuperação do italiano ao longo de uma Volta com 18 etapas". O corredor de Fânzeres, onde existe uma rua com o seu nome, dominou com o contrarrelógio Vila Real-Chaves ao terceiro dia, mas Fazio venceu etapas, recuperou três minutos numa fuga e chegou a estar a 18 segundos da amarela. Foi o contrarrelógio por equipas do último dia, ganho pelo FC Porto, a dar um triunfo claro a Dias dos Santos que, ao deixar o ciclismo, emigrou para o Brasil, onde viria a falecer em 1986.

NÚMEROS

Quilómetros

63,8 era a distância do contrarrelógio Vila Real-Chaves, que Dias dos Santos venceu em 1950

Domínio

5 corredores nos cinco primeiros lugares foram a marca do domínio do FC Porto em 1949

Vitórias

13 O FC Porto tem mais triunfos individuais na Volta, seguido por Benfica (9) e Sporting (8)

Raúl Alarcón, do W52-FC Porto, detém a camisola amarela © Filipe Amorim/Global Imagens Raúl Alarcón, do W52-FC Porto, detém a camisola amarela

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