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Sanders acusa Trump de acentuar o que a política externa dos EUA tem de pior

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/09/2017 Administrator

O senador e ex-candidato presidencial Bernie Sanders acusou na quinta-feira Donald Trump de acentuar os piores aspetos da política externa dos EUA, contrapondo a defesa da diplomacia e dos direitos humanos como vetores das relações externas.

Durante uma intervenção num estabelecimento escolar, o Westminster College, em Fulton, no Estado do Missouri, Sanders criticou o presidente norte-americano em tudo, da retórica aos propostos cortes à ajuda externa, passando pela gestão das relações com a Coreia do Norte e o Irão ou ainda o terrorismo.

Mas Sanders também deixou claro que um foco errado na força militar dos EUA pode ter começado antes da eleição de Trump.

"O objetivo dos EUA não é dominar o mundo. Nem, por outro lado, deve ser sair da comunidade internacional e esquivarmo-nos às nossas responsabilidades sob a bandeira de 'América Primeiro'", afirmou Sanders, invocando uma frase que Trump tem usado para explicar a sua abordagem aos problemas económicos e militares à escala global.

Em vez disso, Sanders defendeu "um compromisso global baseado na parceira", uma atitude que considerou ser "melhor para a segurança" e "melhor para facilitar a cooperação internacional necessária para responder aos desafios partilhados".

O senador fez este discurso quando Trump concluía uma visita à Organização das Nações Unidas, onde, sem qualquer problema, apresentou uma posição agressiva que divide o mundo em amigos e inimigos e prometeu responder aos inimigos dos EUA, como a Coreia do Norte, com uma força catastrófica.

Sanders defendeu as Nações Unidas e a NATO -- ambas alvo da ira de Trump -- como fundamentais para a estabilidade internacional. "Diálogo e debate são de longe preferíveis a bombas, gás venenoso e guerra", disse Sanders.

Este senador independente eleito pelo Estado do Vermont criticou fortemente a decisão de Trump de sair do Acordo de Paris, de combate às alterações climáticas, e adiantou que o presidente faria outro erro irresponsável e similar se retirasse os EUA do acordo multilateral com o Irão.

Classificou estas decisões como ações isolacionistas que tornariam o mundo mais instável e perigoso.

Durante a campanha eleitoral para as presidenciais, em 2016, onde disputou a nomeação pelos democratas com Hillary Clinton, Sanders apresentou uma visão que desafiou o paradigma ideológico simplista que opõe falcões e pombas e intervencionistas a isolacionistas.

O principal argumento de Sanders é o de que os EUA esqueceram os avisos do antigo presidente Dwight Eisenhower para os perigos do "complexo militar-industrial", ao mesmo tempo que permitem o aumento das desigualdades económicas, que exacerbam as tensões e criam condições para déspotas chegarem ao poder.

Uma política externa inteligente, contrapôs Sanders, colocaria "uma ênfase forte na ajuda às pessoas para ganharem direitos económicos e civis".

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