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Santarém acolhe Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa com 1.700 participantes

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

Cerca de 1.700 estudiosos da língua portuguesa provenientes de vários países dos cinco continentes participam na próxima semana na sexta edição do Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa, que se realiza em Santarém.

Com cerca de 80 eixos temáticos, o simpósio vai debater temas como literatura, português como segunda língua, linguística, ensino do português, entre muitos outros, disse à Lusa a responsável pela comissão organizadora, Madalena Teixeira, docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém (ESES/IPS).

"Lutei muito para que este simpósio fosse em Santarém", disse Madalena Teixeira à Lusa, sublinhando a satisfação por se ter vencido a barreira da dimensão e se ter conseguido que a participação nesta edição só tenha sido superada pela que decorreu na Universidade de Goiás, no Brasil, em 2013.

Sob o tema genérico "A união na Diversidade", o simpósio propõe-se dar espaço à reflexão, à troca de experiências e ao desenvolvimento científico e pedagógico, em torno de "uma língua que evidencia, claramente, matrizes culturais distintas", o que lhe confere "uma riqueza patrimonial e identitária imensuráveis", salienta o texto de apresentação do evento.

Madalena Teixeira afirmou que o simpósio, que decorre entre os dias 24 e 28 deste mês (de terça a sábado da próxima semana), conta com participantes de todos os países onde o português é língua oficial e ainda de países onde é ensinado como segunda língua ou como língua estrangeira.

O Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa (SIMELP) teve a sua primeira edição em 2008 na Universidade de São Paulo, num modelo que teve "logo muito sucesso" e que se repetiu, no ano seguinte, na Universidade de Évora, integrando o programa do centenário desta instituição, disse Madalena Teixeira.

Dado o elevado número de inscrições, as mesas-redondas e as conferências vão decorrer, na parte da manhã, no grande auditório do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), acolhendo as instalações da ESES os simpósios simultâneos, à tarde.

"O SIMELP é constituído por vários simpósios e mesas-redondas que pretendem funcionar como espaço aglutinador de discussões entre professores, pesquisadores, estudantes, em áreas como a linguística, a literatura, a cultura, a tradução, a educação, e, ainda, profissionais de outras áreas para quem a língua portuguesa se traduz num ponto de interesse", sublinha a organização.

Além do programa científico, o evento inclui um conjunto de atividades paralelas que Madalena Teixeira frisou terem tido como preocupação o envolvimento dos alunos do IPS, patente logo na sessão de abertura com a atuação da Scalabituna ou ainda na cobertura de imagem por alunos do curso de Multimédia da ESES.

O programa cultural inclui uma visita guiada à cidade de Santarém, "fora de horas", numa colaboração com o município, a realização de uma sessão com escritores de várias nacionalidades e outra para lançamento de livros que dão conta da produção científica mais recente sobre temáticas da língua portuguesa, realçou.

Além de S. Paulo e de Évora, e agora de Santarém, o simpósio realizou-se já em Macau (em 2011), em Goiás (2013) e na Universidade de Salento, em Itália, em 2015.

Além da Comissão Permanente e da Comissão Organizadora, o SIMELP conta com uma Comissão Científica que integra perto de 300 investigadores, na sua maioria do Brasil e de Portugal, mas também de Angola, de Cabo Verde, de Moçambique, da China (muitos deles de instituições do ensino superior de Macau), do Japão, da Coreia do Sul, do Uruguai, da Argentina, de Itália, da Alemanha, de Inglaterra, da Finlândia, de França, de Espanha.

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