Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

SBSR: Hip-hop é amor bem vivo e correspondido

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

O espírito do hip-hop ocupou hoje o recinto do festival Super Bock Super Rock, em Lisboa, com os portugueses Slow J e Keso e a norte-americana Akua Naru a demonstrarem que é um amor bem vivo e correspondido.

"O espírito do hip-hop está aqui", disse Akua Naru ao público que assistia ao concerto no palco por baixo da pala do Pavilhão de Portugal.

Pouco antes, tal ficou demonstrado durante a atuação do português Slow J, que o movimento hip-hop adotou, mas prefere ser "uma ponte" do que estar fechado numa gaveta, como disse à Lusa em março, a propósito da edição de "The Art of Slowing Down", o seu álbum de estreia.

Visivelmente surpreendido com a quantidade de pessoas que ali estavam para o ouvir, a dada altura desabafou: "vocês são tantos".

Eram "tantos" e tinham a maioria dos temas na ponta da língua, de "Arte", "Pagar as contas", "Às vezes" e "Casa" às versões de "Não me mintas", de Rui Veloso, e "Menina estás à janela", de Vitorino, e a "Valete Bonus e Adamastor", um "tributo" a Valete, 'rapper' que cresceu a ouvir.

Em palco com ele teve Francis Dale e Fred Ferreira e como convidados Nerve e Papillon, dos GROGNation.

Já no final do concerto confessou não querer que o momento acabasse e que era "um prazer" estar ali. Pela salva de palmas que recebeu, depreendeu-se que o prazer foi todo do público.

Num outro palco, ainda antes de Slow J, foi a vez do portuense Keso mostrar que "o hip-hop está bem vivo". Ao som de palavras de Agostinho da Silva, Keso entrou em palco para cerca de 45 minutos de rimas e batidas de rap consciente, aquele que faz pensar e põe o dedo nas feridas da sociedade.

Pelo mesmo palco passou mais tarde NBC, de tronco nu com umas asas de anjo, a salientar a "bênção" de estar no festival.

"Nós lutamos por isso, para que o hip-hop não seja do gueto. É de toda a gente. Eu sou a representação daquilo que eu quiser ser", referiu, remetendo para "Toda a gente pode ser tudo", álbum que editou em novembro.

Hoje os primeiros 'beats' ouvidos no festival, ainda sol ia alto e o calor apertava, foram do norte-americano Pusha T. Debaixo da pala do Pavilhão de Portugal juntaram-se algumas centenas de fiéis seguidores, com temas como "Nosetalgia", colaboração com Kendrick Lamar, "Mercy" ou "Drug Dealers Anonymous", com Jay-Z, a serem cantados de uma ponta à outra.

Nesta equação do hip-hop, com muito do público à espera do rapper Future, os portugueses The Gift ficaram a tarefa de abrir o palco do Meo Arena, onde apresentaram o álbum "Altar" para escassos milhares de pessoas.

Além do 'rapper' norte-americano Future, atuam hoje no Super Bock Super Rock o projeto Língua Franca (com os 'rappers' portugueses Capicua e Valete e os brasileiros Emicida e Rael) e os portugueses Beatbombers, Rocky Marsiano & Meu Kemba Sound e Celeste/Mariposa.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon