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Scolari revela relação inicial difícil com Figo na seleção lusa

Logótipo de LusaLusa 26/05/2014 Luís Garoupa

São Paulo, 26 mai (Lusa) – O antigo selecionador de Portugal Luiz Felipe Scolari revelou hoje que, quando chegou à equipa lusa, em 2003, teve um “relacionamento difícil” com Luís Figo e que o ex-capitão manifestou-se, na altura, contra a naturalização de Deco.

“Ele foi o melhor capitão que eu tive. No começo, o relacionamento foi difícil, mas a partir do terceiro mês ele aproximou-se. Depois, aconteceu o episódio do Deco e manifestou-se a dizer que, se fosse capitão [na altura era Fernando Couto], não aceitaria o Deco na equipa”, contou Scolari em entrevista ao jornal Estado de São Paulo.

De acordo com o técnico brasileiro, que comandou a seleção portuguesa no Euro2004, no Mundial2006 e no Euro2008, tudo mudou quando resolveu dar a braçadeira de capitão a Figo.

“No quarto mês, um dia ele chegou e disse-me que, se houver algum problema no jogo, para jogar a bola para ele, que resolvia. Se errasse, os adeptos e os jornalistas não iriam criticar. Depois disso, tornei-o capitão da seleção e nunca mais tive problema”, explicou.

Agora, de regresso ao cargo de selecionador brasileiro e a poucos dias do arranque do Mundial2014, que começa a 12 de junho, no Brasil, Scolari reafirmou que tinha planeado convocar Diego Costa para o Mundial e considerou que “outros interesses” acabaram por levar o avançado do Atlético Madrid a naturalizar-se espanhol.

“Eu ia convocar o Diego Costa para o Mundial. Ele estaria no Mundial com a seleção brasileira. Falei com ele duas vezes sobre isso. O problema é que há outros interesses por detrás disto tudo. Com Diego Costa naturalizado espanhol, abre-se espaço na Europa”, referiu.

O treinador, que levou o Brasil ao título de campeão mundial em 2002, garantiu ainda que os protestos que poderão ocorrer no país não vão ter qualquer efeito nos jogadores e na seleção “canarinha”.

ANTONIO LACERDA/EFE © @ EPA / ANTONIO LACERDA ANTONIO LACERDA/EFE

“Não vai tocar nada mesmo na seleção. Os jogadores estão ali para jogar à bola. Quem tem de cuidar de manifestações são a polícia e o governo. Quem tem de construir estradas não é o jogador de futebol nem a federação. É o governo. Nós só temos que explicar à população que a função dos jogadores é jogar à bola”, frisou.

A jogar em “casa”, o Brasil vai defrontar o México, Camarões e Croácia no Grupo A.

LG // NF

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