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Seca: Presidente da Câmara de Bragança reclama ajuda aos produtores de castanha

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/10/2017 Administrator

O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, anunciou hoje que vai reclamar junto do Governo ajuda para os produtores de castanha devido às consequências da seca, que podem pôr em causa a subsistência de muitas famílias.

Um ano "problemático e negro" para o concelho que é dos maiores produtores nacionais de castanha, foi como descreveu o autarca a situação, sublinhando que Bragança está "a viver um momento dramático naquilo que tem a ver com a produção" deste fruto seco.

"Neste memento também é difícil ainda quantificar a perda que vai acontecer por falta de água, mas perspetiva-se que seja um ano problemático e negro para a economia local, tendo em conta a baixa produtividade da castanha", sustentou.

O presidente da Câmara de Bragança disse hoje que está a aguardar mais dados para poder ter "uma noção mais concreta" sobre a situação para "reclamar junto do Governo alguma ajuda".

"Se ela acontece noutros concelhos quando acontecem situações idênticas, também em Bragança, sendo este o produto que mais representa sob o ponto de vista económico, temos obrigatoriamente de também tomar medidas nesse sentido e reclamar junto do Governo algo que possa ajudar os nossos agricultores", defendeu.

Hernâni Dias vincou que "a castanha representa na economia familiar muito" e assinalou que "há famílias que andam um ano inteiro a trabalhar para nesta altura terem o seu rendimento".

"Isso preocupa-nos porque pode efetivamente colocar em causa muitas famílias, o rendimento de muitas famílias, a subsistência de muitas famílias e, portanto, temos todos de estar atentos e reclamar de quem devemos reclamar ajuda, que neste caso é o Governo", acrescentou.

A Associação de Produtores de Castanha Transbaceiro também anunciou hoje que vai pedir uma reunião com o ministro da Agricultura e ajuda ao Governo para o que descreveu como "a calamidade" que se abateu sobre a produção devido à seca extrema.

O concelho de Bragança é dos maiores produtores nacionais de castanha e a associação representa quatro aldeias, onde 160 agregados familiares contavam com o rendimento de mil toneladas deste fruto seco, que num ano normal rondaria 1,5 milhões de euros.

A situação de seca extrema é a causa do problema, que não tem a ver com a falta de castanha, mas de condições para se desenvolver.

"A castanha não tem calibre, não se conserva", afirmou Calos Fernandes, acrescentando que, se não chover na próxima semana, nem a castanha mais tardia, a Longal, irá salvar-se.

A comercialização é outra preocupação dos produtores que estão ser confrontados com preços de "50,60, 80 cêntimos" por quilo, quando, num ano normal, a castanha nunca é paga a menos de um euro e meio.

Se não chover, os produtores dizem que "é a perda total da produção da castanha", com o risco acrescido de no próximo ano muitos dos castanheiros nem sequer rebentarem na floração.

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