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Secretária-geral da FIFA quer mulheres em metade dos cargos

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/03/2017 Pedro Costa
© Fornecido por O jogo

Fatma Samoura disse esperar que, no final do mandato de Gianni Infantino, metade dos cargos dirigentes na organização sejam exercidos por mulheres.

A senegalesa Fatma Samoura, primeira mulher a desempenhar as funções de secretária-geral da FIFA, disse esta terça-feira esperar que, no final do mandato de Gianni Infantino, metade dos cargos dirigentes na organização sejam exercidos por mulheres.

"Ao nível dos quadros da FIFA, já temos mais mulheres que homens [61 por cento], mas quando subimos na hierarquia, ao nível dos quadros superiores, somos 42 por cento de mulheres. O ideal seria que no termo do mandato de [Gianni] Infantino em 2019, pudessem existir 50 por cento de mulheres em lugares de responsabilidade", afirmou, na véspera do Dia Internacional da Mulher.

De resto, a ex-diplomata das Nações Unidas disse esperar que o seu exemplo possa "inspirar e trazer muito mais mulheres para as instâncias do futebol". "Precisamos de mais exemplos como o meu. Espero que a minha passagem pela FIFA possa inspirar e trazer muito mais mulheres para as instâncias do futebol", acrescentou.

Fatma Samoura afirmou ainda esperar que a sua escolha para número dois da organização possa fazer cair "os telhados de vidro" na FIFA. "A FIFA existe desde 1904 e é a primeira vez que uma mulher não europeia, muçulmana, ocupa esta função. É um pouco o telhado de vidro que cai. Para mim é também uma oportunidade de mostrar ao resto do mundo que o futebol se está a abrir e que a diversidade também pode ser aplicada ao nível do futebol", disse.

A dirigente da FIFA afirmou, de resto, que encontrou maiores dificuldades em "pôr em causa as tradições" existentes no seio da FIFA do que em se impor por ser mulher.

"Encontro obstáculos, não por ser mulher, mas porque este é um mundo fechado, onde as pessoas não têm o hábito de questionar as tradições. Todos me tratam com muito respeito e consideração, conhecem o meu passado nas Nações Unidas. Há muitos temas no futebol que me são familiares e sobre os quais trabalhei durante 20 anos nas Nações Unidas: a diversidade, inclusão, direitos do homem", afirmou.

A escolha de Samoura, que nas duas últimas décadas tem trabalhado em vários países do continente africano para as Nações Unidas, foi anunciada pelo presidente Gianni Infantino no 66.º congresso da FIFA, que decorreu na Cidade do México no ano passado.

"Fatma é uma mulher com experiência internacional e tem a visão de alguém que trabalhou nos maiores desafios dos nossos tempos. Provou que tem a habilidade para construir e liderar equipas e melhorar o seu funcionamento. É uma pessoa que entende que a transparência é o 'coração' de um empresa organizada e bem gerida", disse então o dirigente italo-suíço.

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