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Seis arguidos do caso conexo de ex-procurador de Macau condenados e três absolvidos

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/08/2017 Administrator

Seis dos nove arguidos no processo conexo ao do antigo procurador de Macau foram hoje condenados por crimes como participação em organização criminosa, participação económica em negócio, branqueamento de capitais, burla e riqueza injustificada, e outros três foram absolvidos.

O Tribunal Judicial de Base (TJB, primeira instância) deu como provado que alguns dos arguidos cometeram mais de mil crimes envolvendo a adjudicação de contratos de aquisição de bens e serviços do Ministério Público a empresas de fachada, e que alguns dos crimes foram cometidos de forma continuada, em associação criminosa com o antigo procurador Ho Chio Meng, já condenado em julho a 21 anos de prisão.

Quatro dos arguidos foram condenados a mais de dez anos de prisão efetiva em cúmulo jurídico pela prática, em coautoria e na forma consumada, dos crimes de participação em organização criminosa, participação económica em negócio, branqueamento de capitais agravado e burla qualificada de valor consideravelmente elevado.

Foram eles os empresários Wong Kuok Wai (14 anos) e Mak Im Tai (12 anos), o cunhado de Ho Chio Meng Lei Kuan Pun (12 anos) e o irmão mais velho do antigo procurador Ho Chio Shun (13 anos).

Embora considerados culpados de 49 crimes de branqueamento de capitais agravado, Wong Kuok, Mak Im Tai, Lei Kuan Pun e Ho Chio Shun foram absolvidos de outros sete crimes da mesma tipologia.

Um total de 31 crimes de participação económica em negócio pelos quais estavam acusados Ho Chio Shun e Lei Kuan Pun prescreveu.

O presidente do coletivo de juízes, Lam Peng Fai disse que ficou provado que o irmão mais velho do antigo procurador Ho Chio Sun era responsável pela gestão geral da associação criminosa e que o cunhado Lei Kwan Pun era responsável pela contabilidade e elaboração de cotações para o Ministério Público.

Durante mais de dez anos, as empresas em causa destinavam-se apenas a ganhar as adjudicações do gabinete do procurador, sem outras atividades conhecidas.

O esquema de lucros assentava em preços a pagar pelos serviços acima dos valores de mercado, sendo as transações feitas "pela equipa composta por cinco pessoas" através de "cheques ou de levantamentos em caixas multibanco" para no final "depositarem os montantes nas contas de Ho Chio Shun ou de Ho Chio Meng".

"Os quatro arguidos, com Ho Chio Meng, tinham uma boa distribuição de tarefas (...) Conseguiram então transferir receitas ilegais através das contas bancárias", disse o juiz.

Entre os nove arguidos foram absolvidos António Lai Kin Ian, o ex-chefe de gabinete do antigo procurador Ho Chio Meng, e o ex-assessor do Ministério Público Chan Ka Fai, tal como Alex Lam Hou In, antigo funcionário das empresas detidas por Wong e Mak.

O tribunal entendeu que Ho Chio Meng se aproveitou dos princípios de confidencialidade e que os funcionários do Ministério Público acreditaram no antigo procurador e nas suas decisões, elaborando propostas conforme as práticas instaladas, mas desconhecendo ilegalidades. O juiz afirmou ainda que "como procurador, Ho Chio Meng não protegeu os bens do Ministério Público".

Wang Xiandi, a mulher que o tribunal disse ter sido provado ter "uma relação estreita" com o antigo procurador e que auferia rendimentos e regalias do Ministério Público sem nunca ter prestado serviço efetivo ao gabinete do procurador, foi condenada a seis anos de prisão pela prática, em coautoria e na forma consumada, de quatro crimes de burla de valor considerado elevado e de um crime de burla de valor elevado.

Já Chao Sio Fu, a mulher de Ho Chio Meng, foi condenada a dois anos de prisão com pena suspensa por três anos e seis meses por dois crimes de inexatidão dos elementos da declaração de rendimentos e por um crime de riqueza injustificada.

Apenas dois dos arguidos marcaram presença na leitura da sentença -- os empresários Wong Kuok Wai e Mak Im Tai, também eles os únicos em prisão preventiva.

O tribunal disse que dois dos arguidos invocaram motivo de doença para não comparecer, incluindo a mulher de Ho Chio Meng, e que não foi possível contactar outro arguido. Quatro arguidos -- Ho Chiu Shun, Lei Kuan Pun, Lam Hou Un e Wang Xiandi -- estão em parte incerta.

Os advogados de defesa também não estiveram presentes na leitura da sentença, tendo enviado representantes.

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