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Sentença sobre vice-Presidente da Guiné Equatorial será lida a 27 de outubro

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/07/2017 Administrator

O tribunal vai divulgar a sentença sobre a acusação de branqueamento de dinheiro ao vice-Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue, no dia 27 de outubro, anunciaram hoje as autoridades judiciais.

A defesa do dirigente da Guiné Equatorial, conhecido como 'Teodorin', argumentou hoje nas alegações finais que o julgamento, em França, é "uma ingerência nos assuntos de um Estado soberano".

Para o advogado Emmanuel Marsigny, que insistiu que o filho do Presidente equato-guineense devia ter tido imunidade pela sua posição na hierarquia do Estado, o julgamento esteve repleto de "ofensas, calúnias, insultos e injúrias".

O Ministério Público francês pediu na quarta-feira três anos de prisão para o vice-Presidente da Guiné Equatorial, Teodorin Obiang, pelo branqueamento em França de dinheiro alegadamente conseguido através de corrupção no seu país.

O procurador Jean-Yves Lourgouilloux pediu ainda o pagamento de uma multa de 30 milhões de euros e a confiscação de todos os bens apreendidos, incluindo um edifício avaliado em mais de 100 milhões de euros.

"Não há espaço para a absolvição", disse o procurador na sua acusação, insistindo em que "a origem destes fundos é fraudulenta" porque vêm "da corrupção, do desvio de fundos públicos".

Filho do Presidente Teodoro Obiang, o antigo ministro da Agricultura e das Florestas promovido a vice-Presidente pelo seu pai, Teodorin Obiang, 48 anos, está a ser julgado por branqueamento, desvio de fundos públicos, abuso de confiança e corrupção.

Teodorin Obiang não se apresentou no tribunal de Paris que o está a julgar desde 19 de junho e denunciou recentemente "uma farsa que não segue qualquer procedimento legal" e "uma montagem contra o governo legal da Guiné Equatorial e contra África".

O vice-Presidente da Guiné Equatorial é o primeiro dignitário africano a ser julgado no quadro dos processos designados de "ganhos ilícitos", iniciados em França sobre as condições de aquisição de ricos patrimónios por parte de vários dirigentes do continente.

O inquérito que levou ao julgamento, iniciado após queixas das associações Sherpa e Transparency International, revelou o considerável património de Teodorin Obiang, que incluía um edifício na avenida Foch, num dos bairros mais exclusivos de Paris, avaliado em 107 milhões de euros, e carros de luxo e desportivos (Porsche, Ferrari, Bentley, Bugatti).

Os seus gastos extravagantes em França contrastam fortemente com o quotidiano no seu país, onde mais de metade dos habitantes tem um rendimento abaixo da linha de pobreza.

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