Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Separação da Agência Cabo-verdiana de Notícias com empresa de rádio e televisão já foi resolvida

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde disse hoje que a separação jurídica e financeira entre a Agência Cabo-verdiana de Notícias Inforpress e a empresa de rádio e televisão já foi resolvida.

Abraão Vicente falava à agência Lusa, na cidade da Praia, à margem do ato de entrega do Prémio Nacional de Jornalismo, e um dia após o gestor único da Inforpress, Carlos Santos, em fim de mandato, ter lamentado a falta de autonomia e de condições financeiras da agência.

Segundo o governante, esta questão já não se coloca, porque o problema foi resolvido no passado mês de junho.

"Já se resolveu financeira e juridicamente a separação da Inforpress e da RTC", garantiu o ministro, indicando que a agência terá mais recursos por ano para funcionar a partir de 2018

Até ao final do ano, o governante disse que a Inforpress terá um subsídio de mais de quatro milhões de escudos (mais de 36 mil euros) para gestão corrente e que a partir de 2018 será acrescentado mais de 1,3 milhões de escudos (11 mil euros) para investimentos de forma faseada.

Na entrevista à Lusa, Abraão Vicente elogiou o "bom trabalho" do jornalista Carlos Santos durante o ano de mandato, dizendo que o gestor deixou "documentos estruturantes" sobre o modo como deve ser a gestão e os futuros investimentos na agência de notícias cabo-verdiana.

Mas quanto à gestão sobre o que será feita a partir de 01 de agosto, o ministro disse que o Governo está a estudar o melhor quadro.

Reconhecendo que nos últimos anos não houve investimento na Inforpress, Abraão Vicente afirmou que o gestor único foi para "poupar recursos".

"Neste momento, em que o Estado quer investir numa agência forte e credível, que seja o barómetro daquilo que é o bom jornalismo feito em Cabo Verde, temos de repensar o modelo de gestor único e provavelmente colocar uma segunda ou terceira pessoas para tratar de tudo aquilo que são as inovações tecnológicas, a gestão e colocar um gestor com visão, capaz de resolver problemas", apontou.

O ministro disse ainda que já foi aprovado um plano estratégico e um estudo de viabilidade, que apontam aquilo que é preciso fazer na Inforpress.

"Vamos transformar esse plano num plano executivo de investimento a nível de jornalismo, a nível tecnológico e de reestruturação da Inforpress", explicou, acrescentando que conta com o apoio da agência Lusa, não só para implementar o plano, mas também para dar formação aos jornalistas e oferecer estágios em Portugal.

Sobre as cerca de três dezenas de trabalhadores da agência pública, com 32 anos de existência, Abraão Vicente disse que "podem ficar tranquilos", porque "não há razões para preocupações".

Após a reestruturação, o ministro afirmou que será garantido que os funcionários vão manter o quadro salarial e ainda fazer todas as requalificações ao nível do quadro salarial atual.

Carlos Santos foi nomeado gestor da Inforpress no ano passado, com a missão de apresentar ao Governo uma proposta de "justificação" do investimento do Estado na agência noticiosa.

O gestor assumiu funções após o Governo do Movimento para a Democracia (MpD) ter revogado a fusão da agência com a empresa de rádio e televisão, decidida pelo anterior executivo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

De acordo com o estudo da PD Consult sobre o futuro da Inforpress, encomendado pelo Governo, a agência cabo-verdiana deve ser reestruturada, alterando o seu modelo de negócio, num investimento estimado em 400 mil euros.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon