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Separatistas da zona oriental da Ucrânia proclamam novo Estado em Donetsk

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

Separatistas da zona oriental da Ucrânia proclamaram hoje um novo Estado, que pretende incluir não só as zonas que controlam, mas todo o país.

O surpreendente anúncio, segundo a agência Associated Press (AP), que ocorreu em Donetsk, bastião separatista, lança fortes dúvidas sobre o acordo de cessar-fogo de 2015 que deveria acabar com as disputas no coração industrial da Ucrânia e dar autonomia a estas zonas.

Mais de 10 mil pessoas morreram depois de os rebeldes apoiados pela Rússia terem tomado o controlo do leste da Ucrânia, em 2014, após a Rússia ter anexado a península da Crimeia.

Os rebeldes contavam juntar-se à Rússia, mas o Kremlin não anexou aquela área nem divulgou publicamente qualquer apoio militar.

A agência de notícias de Donetsk citou o líder local Alexander Zakharchenko a afirmar que os rebeldes de Donetsk, Luhansk e também representativos de outras regiões da Ucrânia iriam formar um Estado designado por Malorossiya.

Zakharchenko disse que estarão a desenhar uma constituição, que será submetida ao voto popular mais tarde.

"Acreditamos que o Estado ucraniano, como era, não pode ser restaurado", disse Zakharchenko, citado pela agência de notícias Tass.

"Nós, representantes das regiões da antiga Ucrânia, excluindo a Crimeia, proclamamos a criação de um novo Estado, que é o sucessor da Ucrânia", acrescentou.

Apesar dos separatistas no leste terem simpatizantes noutras regiões ucranianas, eles não tentaram capturar territórios nem têm ali qualquer representação política.

França, Alemanha, Ucrânia e Rússia desenharam um acordo na capital da Bielorrússia, Minsk, em 2015, que estabeleceu um roteiro para acabar com o conflito entre as tropas governamentais e os separatistas.

Neste acordo, os rebeldes e o governo ucraniano concordaram que os rebeldes voltariam a assumir o controlo dos territórios que haviam capturado a Kiev, enquanto Kiev permitiria eleições locais e garantiria autonomia à região.

Até ao momento não houve ainda qualquer reação da Rússia.

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