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Seria "enorme perda para o país" se relação Governo/PR fosse prejudicada -- Costa

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/10/2017 Administrator

O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo está totalmente empenhado em manter uma boa cooperação institucional com o Presidente da República e considerou que seria "uma enorme perda para o país" se essa relação fosse prejudicada.

Em entrevista à TVI, António Costa foi questionado repetidamente sobre a comunicação ao país do Presidente da República na sequência dos incêndios deste mês, mas escusou-se a responder se sentiu deslealdade, traição ou choque face a esse discurso.

"Um dos bons contributos que o primeiro-ministro deve dar para um bom relacionamento institucional do Presidente da República é não comentar a atividade do Presidente da República", declarou, perante uma dessas perguntas.

António Costa alegou, em seguida, que "aos cidadãos o que interessa é que o primeiro-ministro tenha com o Presidente da República uma relação franca, leal, de cooperação institucional, que tem sido muito saudável para o país, e que seria uma enorme perda para o país que fosse prejudicada".

"O país já tem um excesso de problemas para acrescentar os problemas institucionais ao que já existe. Já chega o que há", reforçou, mais à frente.

Interrogado sobre um eventual clima de crispação entre o executivo e o chefe de Estado, António Costa rejeitou qualquer contributo seu nesse sentido: "Da minha parte, não há crispação nenhuma".

O primeiro-ministro, que falava a partir do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, afirmou que mantém a mesma linha de cooperação institucional que adotou desde que o Governo tomou posse, na altura, com Cavaco Silva como Presidente.

"Com o anterior Presidente da República, as coisas até começaram de uma forma muito difícil - como é sabido, o professor Cavaco resistiu bastante a empossar este Governo. Mas, a partir do momento em que o Governo entrou em funções, tivemos uma relação institucional de excelência. O Presidente Cavaco Silva até presidiu ao último Conselho de Ministros que teve lugar durante a sua presidência e mantivemos uma relação impecável", relatou.

António Costa defendeu que aquilo que lhe cumpre fazer, e que diz ter feito até agora, "é ter uma relação institucional de grande lealdade, grande cooperação com o Presidente da República", como com os demais órgãos de soberania.

No seu entender, isso "tem sido muito positivo para o país", que "tem apreciado muito a relação de excelente cooperação institucional que tem existido".

Questionado se o seu relacionamento com Marcelo Rebelo de Sousa é o mesmo do que no início do mandato, o primeiro-ministro considerou que até é "seguramente melhor, porque ao fim de dois anos de trabalho em conjunto, obviamente, as pessoas vão estreitando as relações".

Em nome do Governo, António Costa acrescentou: "Da nossa parte, estamos totalmente empenhados de manter esse nível de cooperação e não me passa pela cabeça que, da parte do atual Presidente da República, não exista essa ideia".

O primeiro-ministro fugiu à pergunta sobre se se sentiu traído com a comunicação do chefe de Estado ao país, declarando que "não faz análise política" e que as suas conversas com o Presidente "não são para ser tornadas públicas, nem agora, nem em futuro livro de memórias".

Interrogado se houve deslealdade de uma das partes, António Costa argumentou que o melhor contributo que tem a dar "é não entrar nesse tipo de comentário, nesse tipo de avaliação".

"Com o atual Presidente da República, como com o futuro, com quem for, eu terei sempre essa relação de lealdade", reiterou.

António Costa não revelou se deu a conhecer a Marcelo Rebelo de Sousa o teor do discurso que ele próprio fez ao país após os incêndios que deflagraram em 15 de outubro no centro e norte do país e provocaram a morte a 45 pessoas.

"Como digo, as conversas entre o Presidente da República e o primeiro-ministro, para poderem ser francas e terem a abertura que devem ter, são conversas que devem ficar entre nós", reafirmou, referindo: Não me recordo de agora ter havido uma única fuga".

O primeiro-ministro recusou, igualmente, esclarecer se teria mantido em funções a anterior ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, se o chefe de Estado não tivesse feito aquele discurso ao país.

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