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Serviços secretos estão a ficar sem fundos devido à dispendiosa proteção a Trump

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/08/2017 Administrator

O chefe dos serviços secretos norte-americanos, Randolph Alles, avisou hoje que a dispendiosa proteção ao Presidente dos Estados Unidos e à sua família está a deixar a organização sem fundos, ameaçando o pagamento de salários e horas extraordinárias.

Numa entrevista ao diário USA Today, Randolph Alles disse que mais de mil, de um total de 6.500 agentes que integram os serviços secretos, já atingiram o limite máximo estabelecido pelo Governo para os seus salários e horas extraordinárias, porque se esgotaram os fundos destinados ao ano inteiro.

De acordo com Alles, esses mil agentes já atingiram os 160.000 e 187.000 dólares anuais, correspondentes a salário e horas extraordinárias, de modo que, se o Congresso não autorizar um aumento das despesas, terão que parar de trabalhar ou trabalhar de graça.

"O presidente tem uma grande família e as nossas responsabilidades estão estabelecidas por lei", disse Randolph Alles ao jornal, acrescentando: "Não posso mudar isso, não tenho flexibilidade para tal".

Desse modo, o responsável destacou que é obrigação dos serviços secretos proteger o Presidente quando viaja até aos seus três clubes de golfe, situados em Bedminster (Nova Jersey), em Sterling (Virginia) e em Palm Beach (Florida), onde a residência de Mar-a-Lago passou a ser conhecida como a "Casa Branca de inverno", devido às frequentes viagens do governante.

Os serviços secretos -- especificou Randoph Alles -- também têm a responsabilidade de proteger os quatro filhos adultos de Donald Trump (Donald Jr., Ivanka, Eric e Tiffany) quando fazem viagens de negócios e de férias, tanto dentro como fora dos Estados Unidos.

Trump tem outro filho menor de idade, Barron, que viveu em Nova Iorque com a primeira-dama, Melania, durante quase cinco meses para poder terminar o ano letivo.

A prolongada estada de Melania e do único filho do casamento na luxuosa Trump Tower provocou um aumento dos gastos dos serviços secretos, que tiveram de pagar um aluguer para poder instalar um posto de comando numa unidade da torre, um piso abaixo da residência do milionário.

Em suma, Randolph Alles atribui o aumento dos gastos às constantes viagens familiares e ao grande número de pessoas protegidas pelos serviços secretos, que chegam a 42, um número superior aos 31 protegidos durante os mandatos do ex-Presidente Barack Obama (2009-2017).

O diretor dos serviços secretos está em conversações com os principais membros do Congresso com vista a conseguir aumentar o limite federal estabelecido para o salário dos agentes com o objetivo de financiar a proteção da ampla família presidencial nas suas diferentes residências e durante as suas viagens.

De acordo com uma notícia de abril da cadeia norte-americana CNN, as viagens frequentes de Donald Trump para a residência de Mar-a-Lago custaram mais de 20 milhões de dólares nos seus primeiros 80 dias como Presidente, um ritmo que, a manter-se, fará com que as faturas de viagens no seu primeiro ano na Casa Branca ultrapassem o total do que gastou o seu antecessor, Barack Obama, nos seus oito anos de mandato.

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