Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Setor da construção está a ganhar fôlego em Moçambique - Economist

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que o setor da construção está a ganhar fôlego em Moçambique, apesar da crise económica e financeira, e vai recuperar em 2018, embora continue abaixo dos níveis de 2014.

"Apesar de não ir recuperar para os níveis pré-2014, a atividade da construção parece pronta para recuperar; mesmo com os congelamentos da ajuda externa e a acumulação de atrasos nos pagamentos e aumento da dívida, o Governo tem conseguido garantir financiamento através de empréstimos concessionais para vários projetos de infraestruturas", escrevem os analistas da Economist.

Numa nota de análise ao setor, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os peritos da unidade de análise económica da revista britânica lembram a expansão da grelha de eletricidade em Matola e a estrada para a Tanzânia, na província de Cabo Delgado, duas infraestruturas financiadas externamente - 71 milhões de dólares da Alemanha e 75 milhões do Banco de Desenvolvimento Africano, respetivamente.

"Nem todos os projetos de construção planeados vão chegar ao fim, mas a capacidade do Governo para assegurar financiamento concessional [a taxas inferiores às do mercado] para alguns projetos de infraestruturas e o envolvimento do setor privado em projetos que apoiam a indústria do minério vão potenciar uma modesta recuperação no setor da construção em 2018", concluem os analistas da Economist.

O setor da construção em Moçambique depende fortemente de contratos do Governo e foi afetado por fortes medidas de austeridade, não só devido à descida do preço das matérias-primas, mas também devido às consequências do congelamento da ajuda externa, decidida no seguimento da divulgação de empréstimos escondidos no valor de 1,4 mil milhões de dólares.

"O setor esteve em recessão desde meados de 2016 e, depois de se ter endividado fortemente entre 2010 e 2014, o Governo reduziu fortemente os contratos em 2015 e 2016", diz a EIU, considerando que é por isso que "as construtoras representam a maioria do crédito malparado dos bancos moçambicanos".

Entre os projetos nomeados pela Economist estão os 190 quilómetros de estrada na província de Gaza, três novas pontes na cidade portuária de Pemba e outros projetos privados, como a autoestrada para a África do Sul, com 780 milhões de dólares financiados pela Capital Projects da África do Sul, e a linha de caminho-de-ferro de 2,3 mil milhões de dólares entre Moatize e Macuse, para além de um contrato da Mota Engil para um projeto portuário.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon