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Setor privado cabo-verdiano deve assumir "posição forte" nas privatizações -- estudo

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

O setor privado cabo-verdiano deve assumir uma "posição forte" no programa de privatizações lançado pelo Governo, recomenda um estudo hoje apresentado na cidade da Praia, que aconselha ainda as entidades empresarias a falarem a uma só voz.

"É importante que o tecido empresarial cabo-verdiano assuma uma posição forte no programa de privatizações, porque o Governo já elencou um conjunto de empresas que vão ser privatizadas", afirmou Franklin Chagas, um dos consultores do estudo sobre o reposicionamento estratégico do setor privado cabo-verdiano.

O Governo cabo-verdiano anunciou em agosto que, até 2021, vai reestruturar, privatizar ou concessionar 23 empresas participadas pelo Estado, prevendo arrecadar cerca de 90 milhões de euros.

Entre as empresas está a companhia aérea TACV, bem como outras ligadas aos setores da água e energia (Electra), telecomunicações (NOSi e CV Telecom), portos (ENAPOR), aeroportos (ASA), produção e comercialização de medicamentos (Emprofac), imobiliária (IFH), estaleiros navais (CABNAVE), correios, Escola de Hotelaria e Turismo, seguro (Promotora).

Com as privatizações, um dos objetivos do executivo de Ulisses Correia Silva é atrair e modernizar o tecido empresarial, bem como aumentar a eficiência, produtividade e competitividade da economia e das empresas, criar novas oportunidades de negócio, reduzir o peso do Estado e da dívida pública na economia e defesa do património do Estado.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2015 Cabo Verde tinha 9.400 empresas, com 71% concentradas em quatro ilhas - Santiago, São Vicente, Sal e Boavista -, dão 91% dos empregos e geram 95% do volume de negócios.

O tecido empresarial cabo-verdiano é composto sobretudo por micro e pequenas empresas, mas Franklin Chagas sublinhou que não é apenas a capacidade financeira que influencia uma determinada proposta e que o setor privado pode avançar com outros parceiros.

"Mas tem um ativo a vender junto dos parceiros internacionais que é o conhecimento da realidade cabo-verdiana e isso pode ser um ativo vendável nas parcerias ou consórcios que se podem criar entre o tecido empresarial nacional e o internacional", mostrou o consultor do estudo, iniciativa do setor privado de Cabo Verde e realizado com apoio do Luxemburgo.

Em declaração aos jornalistas, o presidente do Conselho Superior das Câmaras de Comércio de Cabo Verde, Belarmino Lucas, disse que o que se pretende é que o setor privado "tenha essa oportunidade", mas reconheceu que ainda tem limitações em algumas privatizações.

"Mas pretende-se que haja criação de sinergias, parcerias, quer nacionais, quer internacionais, para se concorrer às privatizações, além de que há entidades que poderão estar mais ao alcance daquilo que é a capacidade do setor privado nacional", afirmou Belarmino Lucas.

O estudo, que fez o diagnóstico do setor privado cabo-verdiano, recomendou ainda a criação de uma nova entidade associativa, um Conselho Empresarial, congregador de todas as empresas, uma vez que são representadas de forma muito diversa e por várias entidades.

Dizendo que o assunto ainda será discutido, Belarmino Lucas admitiu que "faz sentido" uma estrutura integradora de diversas agremiações empresariais, para que o setor privado tenha uma "voz única", a sua própria agenda e visão estratégica.

O ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves, salientou a importância do estudo e garantiu que o Governo pretende "caminhar junto e num só sentido" com o setor privado, para que este se assuma como o "motor da economia" e gerador de empregos.

O ministro enumerou vários pontos de um programa de reformas económicas do Governo, que pretende dar respostas aos "estrangulamentos da economia", melhorando o ambiente fiscal e de negócio e eliminar certos obstáculos, como a burocracia e impedimentos fiscais.

José Gonçalves admitiu que se o setor privado falar a uma só voz vai também facilitar a articulação com o Governo, através de uma confederação que representará as câmaras de comércio e de turismo, as associações e as empresas.

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