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Sindicato denuncia na rua condições de trabalho na Misericórdia de Mirandela

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/09/2017 Administrator

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) convocou, para sexta-feira, uma ação de rua para denunciar alegadas situações de assédio moral aos trabalhadores da Misericórdia de Mirandela, no distrito de Bragança.

Os trabalhadores decidiram em plenário mandatar o sindicato para levar a cabo a ação de denúncia pública nas ruas da cidade de Mirandela, durante a tarde de sexta-feira, "para tornar públicos os problemas existentes na instituição", de acordo com o CESP.

O dirigente sindical, José Carlos Fernandes, disse à Lusa que em causa estão questões como o não pagamento de diuturnidades a que os trabalhadores têm direito de cinco em cinco anos e o alegado assédio moral da direção, que "só quer dar a jornada contínua àqueles trabalhadores que não estão no sindicato".

Segundo ainda o sindicalista, a tomada de posição pública surge agora porque, "depois de várias reuniões com o provedor", o mesmo recusou-se a continuar as negociações, remetendo para a União das Misericórdia.

"Após várias reuniões com a mesa administrativa, com a presença do Provedor da Santa Casa, a situação laboral piorou. Aliás, o assédio moral levado a cabo pela Diretora de Recursos Humanos e Provedor aniquila por completo o bom ambiente laboral que a instituição tanto apregoa", denuncia o sindicato.

A estrutura sindical acrescenta que "os trabalhadores, com o seu sindicato e através do diálogo social com a direção, tentaram resolver alguns dos problemas, mas os responsáveis da Santa Casa teimam em não dar respostas concretas e persistem nos incumprimentos do contrato coletivo de trabalho".

"Assim e porque os trabalhadores entendem que, pela sua postura responsável que sempre prestigiou a instituição, são merecedores de um maior respeito por parte da direção da Santa Casa de Mirandela, decidiram denunciar as suas principais reivindicações", informa.

Entre as reivindicações constam o "aumento de salário, respeito, fim do assédio moral de que são alvo diariamente, jornada contínua para todos os trabalhadores, pagamento das diuturnidades e do subsídio de feriado (100%) a todos os trabalhadores, equipamentos em condições, alimentação com qualidade, entre outras.

Contactado pela Lusa, o provedor da Misericórdia de Mirandela, Adérito Gomes, disse que não vai comentar as questões levantadas pelo sindicato, que afirmou desconhecer.

Disse ainda que a instituição passou uma procuração à União das Misericórdias para a representar nas conversações com o sindicato.

A Misericórdia de Mirandela tem cerca de 300 funcionários e mais de 1200 utentes nas diferentes valências, desde a infância à terceira idade.

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