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Sindicato diz que SATA não tem tripulantes em número suficiente para operação

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/08/2017 Administrator

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil disse hoje que os voos Lisboa-Terceira-Lisboa de quarta-feira não se realizaram por falta de tripulação de cabine, demonstrando que a SATA não tem "tripulantes em número suficiente".

"De facto, não existindo ontem [quarta-feira] tripulantes que prescindissem das suas folgas para a empresa poder assegurar que o voo se realizasse, porque a folga semanal de 48 horas é o mínimo que se pede, o mencionado voo foi cancelado", refere o sindicato num esclarecimento enviado à Lusa.

Na quarta-feira, a transportadora açoriana informou que as duas ligações foram canceladas devido à greve às assistências do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Avião Civil (SNPVAC), situação que afetou 254 passageiros.

O administrador com o pelouro dos recursos humanos da SATA, João Trabuco Nunes, disse na ocasião que o SNPVAC "montou um piquete de greve em área de segurança, de acesso reservado, onde em princípio só devem circular pessoas que estão ao serviço", no aeroporto de Lisboa, "tendo sido solicitado, por esse motivo, o afastamento destes elementos do referido espaço, onde estiveram, entretanto, a limitar e a impedir os tripulantes" que não aderiram "a poderem ir para o seu trabalho".

"O piquete de greve acabou por sair do espaço apenas quando foi confrontado com a possibilidade da presença da polícia, que informámos que iria ser chamada", acrescentou João Trabuco Nunes.

Hoje, o SNPVAC repudia "as pressões inqualificáveis" feitas pela administração da empresa "na tentativa de forçar os tripulantes a realizar o voo sem o cumprimento da Lei, indo ao ponto de deturpar e omitir na comunicação social sobre os reais motivos" pelo qual esteve presente um piquete de greve nas instalações da SATA.

"De facto, existiram tripulantes que também pertencem aos órgãos sociais do SNPVAC e se deslocaram às instalações da SATA. Tal facto foi visto com desagrado pelo conselho de administração, que ameaçou chamar a polícia para que estes abandonassem a sala de tripulantes", adianta, salientando que "a zona é restrita ao público, mas aberta a tripulantes credenciados", pelo que "nada aconteceu".

Segundo o sindicato, "os representantes dos tripulantes apenas estiveram a apoiar os colegas que foram sujeitos às pressões da administração".

O SNPVAC mantém, por tempo indeterminado, a greve às assistências na Azores Airlines, da SATA, que assegura as ligações para fora do arquipélago.

Os tripulantes que estão de assistência são chamados para substituir os que por razões de doença ou outra não podem assegurar a escala para que estavam designados.

No esclarecimento, o sindicato acrescenta que para a SATA Air Açores, que garante as ligações no arquipélago, "foi enviado um pré-aviso de greve às alterações aos planeamentos iniciais publicadas, o que significa que os tripulantes recebem o seu planeamento mensal irão cumpri-lo integralmente, mas não aceitarão alterações fora do programado".

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