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Sindicato dos Jogadores denuncia "clima de guerrilha"

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/09/2017 Hugo Monteiro

Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) elogiou a "coragem" do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes.

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) elogiou a "coragem" do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, ao "tomar posição sobre o clima de guerrilha" que considera estar a perturbar a modalidade.

"Saudamos a coragem do presidente da Federação Portuguesa de Futebol para tomar posição sobre o clima de guerrilha no futebol português, que compromete o normal funcionamento das competições em Portugal, a sua imagem e, direta ou indiretamente, o trabalho de todos os agentes desportivos, entre os quais os jogadores", observou o SJPF, em comunicado.

Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato © Carlos Manuel Martins/Global Imagens Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato

O SJPF "apoia integralmente" o teor do texto de Fernando Gomes, no qual o presidente da FPF alerta para os "sinais de alarme" decorrentes da "apologia do ódio" e de um "constante tom de crítica em relação à arbitragem", instando à ação dos clubes e do Estado.

"Antes que o descrédito atinja um ponto sem retorno, o sindicato apela a um 'pacto de regime' em que cada responsável se comprometa formalmente, em seu nome e dos seus subordinados, com este desígnio nacional", indica o comunicado do SJPF, assinado pelo seu presidente, Joaquim Evangelista.

Para o organismo sindical, a prioridade passa por garantir um compromisso entre todos os agentes desportivos, subscrevendo a necessidade de reformar o Conselho Nacional do Desporto, atribuindo-lhe "a relevância que deve ter no fenómeno desportivo".

Na análise feita por Fernando Gomes, nomeado na quarta-feira para a Comissão Executiva da FIFA, o dirigente diz que o "tom de crítica em relação à arbitragem é inaceitável e impróprio de um país civilizado e com espírito desportivo".

"Estas críticas, que muitas vezes são inspiradas em dirigentes com as mais altas responsabilidades, potenciam o ódio e a violência. São, quase sempre, uma forma de tentar esconder insucessos próprios, além de constituírem atos de cobardia", prosseguiu o líder da FPF.

Um cenário, de ameaça e crítica, de ódio entre clubes -- "espalhado por redes sociais e órgãos de comunicação social" -, e que segundo Fernando Gomes não pode ser ignorado pelos clubes profissionais, nem pelo Estado.

"O Estado, o Governo, a Assembleia da República, os diferentes responsáveis institucionais devem envolver-se cada vez mais neste objetivo coletivo de combater de forma efetiva as ameaças ao futebol, nas suas diversas vertentes", escreveu.

Ainda de acordo com Fernando Gomes, "a FPF está disponível para colaborar com o Estado em todas estas frentes, nomeadamente na revisão das competências do Conselho Nacional do Desporto, um órgão que poderá desempenhar papel fulcral".

"A FPF está a fazer a sua parte e estará sempre do lado das soluções construtivas e pacificadoras. Ninguém pode ficar de fora desta responsabilidade", concluiu.

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