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Sindicato faz ameaça de greve no fornecimento de refeições ao hospital da Feira

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/08/2017 Administrator

O Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro ameaçou hoje convocar uma greve no Hospital de Santa Maria da Feira se não se resolverem "situações de grande perigo" no fornecimento de refeições àquela unidade.

Em comunicado, após uma reunião com as trabalhadoras afetas ao serviço, a direção do sindicato referiu que o problema já motivou "vários" alertas à administração do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga, que gere o Hospital São Sebastião, sediado em Santa Maria da Feira, e também à Uniself, a empresa concessionária que garante a alimentação dos utentes.

"Num quadro já de si reduzido para as necessidades do serviço, a falta de pessoal, por não-substituição de todas as pessoas que se encontram em férias ou baixa médica, tem levado a (...) situações de grande perigo ao nível da higiene e segurança alimentar", declara o sindicato.

Acresce, continua, "a falta de equipamentos adequados, já que muito se encontram obsoletos, e também a falta de material como louça".

Outra crítica do sindicato é a relativa à "falta de coordenação dos recursos humanos", que terá sido "amplamente denunciada à administração da Uniself" e que considera prejudicar a organização entre as diversas secções que intervêm na distribuição das refeições.

Tudo isso vem motivando "ritmos de trabalho elevados" e "lança cada vez mais trabalhadoras na situação de baixa médica", pelo que, face à "ausência de medidas sérias" que alterem este "cenário preocupante", o sindicato considera que "chegou o momento de tomar outras decisões".

O sindicato e as trabalhadoras decidiram, por isso, que, "se na próxima semana não forem tomadas medidas por parte da empresa Uniself e da administração do Hospital, irão emitir um pré-aviso de greve".

Contactada pela Lusa, a administração do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga disse-se atenta à situação e afirmou que "já procurou sensibilizar o concessionário do serviço para os problemas apresentados pelos trabalhadores".

Realçou, contudo, que o contrato assinado na sequência do concurso público internacional para seleção do concessionário estipula que "é da responsabilidade do prestador do serviço, entre outras, a contratação do pessoal necessário".

"Por essa razão, somos alheios às questões laborais entre a empresa e os seus profissionais", explicou o centro hospitalar.

A Lusa também contactou as delegações do Porto e Lisboa da Uniself, mas nenhuma prestou esclarecimentos sobre o assunto em tempo útil.

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