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Sindicato Sul e Ilhas acusa BPI de falta de transparência na saída de trabalhadores

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas mostrou-se hoje surpreendido com o número elevado de saídas de trabalhadores do BPI, nomeadamente em rescisões por acordo, e "zangado" com a falta de transparência do banco no processo.

Em declarações à Lusa, Rui Riso disse que, antes de abrir o programa de saídas de trabalhadores, o BPI tinha falado com o sindicato e manifestado a intenção de saírem 400 pessoas este ano e que as restantes nos próximos anos, pelo que ficou surpreendido com as cerca de 600 saídas anunciadas hoje.

"Têm que explicar como vão fazer, como ficarão as agências", afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI).

Em causa estão nomeadamente as rescisões por mútuo acordo, que o BPI disse hoje serem de 227 funcionários.

O dirigente sindical disse que, nas conversas com responsáveis do banco, estes sempre disseram que as rescisões por mútuo acordo seriam inferiores a 50, pelo que não iam cumprir em Portugal a regra que há em Espanha de contratarem uma empresa de 'outplacement' que ajude essas pessoas a procurar emprego.

É que os trabalhadores que saírem por mútuo acordo não terão acesso a subsídio de desemprego, disse, uma vez que o BPI não pediu ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação.

"Em Espanha têm preocupações com trabalhadores e aqui parece que são menoridades. Estou zangado com o BPI, é inqualificável a maneira como nos trataram", afirmou.

O presidente do SBSI queixa-se, nomeadamente, que o sindicato não conseguiu nas últimas semanas informações sobre este processo de saídas, considerando que demostra o pouco respeito do banco por aqueles que considerava parceiros.

"Há coisas que não se devem fazer e uma é sonegar informação", criticou. .

O BPI anunciou hoje a conclusão do programa de reformas antecipadas e rescisões voluntárias anunciado em abril, com a saída de 519 trabalhadores, 292 por reforma antecipada e 227 por rescisão voluntária.

Este programa de redução de trabalhadores foi aberto pelo banco após ter passado a ser controlado pelo grupo espanhol CaixaBank no início do ano, no âmbito de uma oferta pública de aquisição (OPA).

Além destes 519 sairão mais 98 trabalhadores, que já tinham acordado a saída antes do programa mas que terão as mesmas condições.

No total, 617 trabalhadores do BPI vão sair do banco (544 este ano e 73 em 2018), num custo de 106 milhões de euros que será refletido já nas contas do primeiro semestre, que serão apresentadas na próxima terça-feira.

A saída destes trabalhadores permitirá poupanças de 36 milhões de euros por ano, segundo a estimativa que consta do comunicado ao regulador dos mercados financeiros.

"A Comissão Executiva do Banco BPI considera que foram adequadamente cumpridos os objetivos estabelecidos, não estando por isso previstos novos programas neste domínio", refere a nota ao regulador.

O BPI já tinha vindo a reduzir a sua dimensão nos últimos anos, tanto com fecho de agências como com a saída de milhares de trabalhadores em rescisões por mútuo acordo e reformas, um processo que o CaixaBank -- que desde fevereiro controla mais de 80% do banco -- continuou, tal como tinha anunciado no prospeto da OPA, com o objetivo de promover poupanças.

O BPI tinha, no final de março, 5.445 trabalhadores e 538 agências em Portugal.

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