Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Sindicatos aplaudem princípios gerais do novo modelo de apoio às artes

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/07/2017 Administrator

Sindicatos representantes dos artistas afirmaram hoje à agência Lusa que os princípios gerais do novo modelo de apoio às artes "são positivos", mas querem "esperar para ver" a regulamentação que concretizará o diploma.

André Albuquerque, coordenador da direção do CENA/STE - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual e Sindicato dos Trabalhadores dos Espetáculos), esteve hoje presente na primeira reunião de trabalho da tutela para apresentar a proposta de diploma, em Lisboa.

"Não apresenta mudanças drásticas no apoio às artes, e tem alguns aspetos gerais positivos, como a desburocratização e simplificação, mas temos ainda dúvidas que só serão esclarecidas com a regulamentação do diploma", declarou o responsável do sindicato, contactado pela Lusa.

Em novembro do ano passado, Miguel Honrado anunciou, no parlamento, em Lisboa, que o modelo de apoio às artes seria revisto em 2017, para entrar em vigor em 2018, e hoje reuniu-se com os sindicatos e outras estruturas representantes do setor.

"Em termos gerais, os princípios são positivos, mas no resto precisamos de esperar para ver a regulamentação, até porque há dúvidas quanto aos programas das parcerias com autarquias e outras entidades, que receamos que venham a ser restritivos à criação artística", ressalvou.

De acordo com André Albuquerque, "os antigos apoios tripartidos deixaram de existir e foram criados os apoios em parceria, e também deixam de existir os apoios a projetos pontuais e anuais, passando a existir apoios a projetos ocasionais ou com o máximo de duração de um ano".

O coordenador do CENA/STE ambém considera que "falta a nomeação do combate à precariedade no diploma, mas o secretário de Estado deu a garantia de que a questão será tida em conta".

Carlos Costa, da Plateia -- Associação de Profissionais das Artes Cénicas, contactado pela Lusa, congratulou-se por o Governo "ter mantido o apoio direto à criação, como centro do modelo, e por a filosofia dos apoios passar por uma estratégia a quatro anos".

O responsável defendeu que as verbas para apoios às artes "devem ser inscritas nos orçamentos em regime plurianual, ou os concursos vão continuar a atrasar-se, como em anos anteriores".

Na mesma linha do CENA/STE, defendeu que seja "esclarecida a dupla presença, e o papel dos municípios nas linhas de apoio".

Também presente na reunião com a tutela, Tânia Guerreiro, da Rede - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, sublinhou os aspetos positivos do diploma, no que diz respeito à desburocratização e simplificação dos processos.

Por outro lado, defendeu o ajustamento de alguns pontos, como o das parcerias, porque receia "a perda de independência criativa dos artistas", e também que seja mantida, em qualquer caso, a regra da atribuição de financiamento através de concursos.

A proposta do Governo do novo modelo de apoio às artes vai ainda ser apresentada a entidades do setor, pelo secretário de Estado da Cultura, em encontros entre terça e quarta-feira, em Lisboa, Faro, Coimbra e Porto.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon