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Sindicatos dizem que greve dos médicos foi "expressiva" e esperam que governo "acorde"

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

A greve dos médicos da região Sul e ilhas, que decorre hoje, teve uma "adesão expressiva", anunciaram os sindicatos, referindo que o objetivo é "acordar o ministro da Saúde" para a necessidade de chegar a um entendimento.

"Os níveis de adesão são expressivos. A greve dos médicos é dos últimos recursos e os números são muito próximos dos 80% a nível hospitalar e entre os 75% e os 80% a nível dos cuidados de saúde primários", disse Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, em conferência de imprensa.

O sindicalista referiu que espera que a greve de hoje "acorde o ministério da saúde", afirmando que o governo "não pode dizer que concorda com as reivindicações e depois nada fazer".

Mário Jorge, da Federação Nacional dos Médicos, referiu que é necessária uma "mudança de atitude" do governo para que se atinjam pontos de entendimento que ponham fim ao conflito.

"É necessária uma mudança de atitude do governo para que possamos encontrar pontos de entendimento que levem a uma convergência de posições, para que possamos evoluir para um acordo que ponha fim ao conflito", disse.

O responsável garantiu que o conflito será suspenso assim que as condições sejam satisfeitas, referindo que o objetivo é que as medidas impostas pela 'troika' sejam anuladas.

Os médicos da região Sul e das Regiões Autónomas estão em greve desde as 00:00 de hoje, num dia de paralisação regional que já decorreu no Norte e que antecede um dia de greve nacional, prevista para 8 de novembro.

A greve de hoje foi convocada pelos dois sindicatos face à ausência de resposta do Governo às propostas, que se prendem com redução de horas extraordinárias anuais obrigatórias (matéria em que houve acordo), as chamadas horas de qualidade (durante a noite), redução do trabalho de urgência (de 18 para 12 horas semanais) e redução da lista de utentes por médico de família (dos atuais 1.900 para 1.500).

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