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Sistema cooperativo de crédito no Brasil deve ter supervisão do Governo - Fitch

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/08/2017 Administrator

O crescimento dos empréstimos cooperativos no Brasil deve ter mais supervisão dos órgãos reguladores do sistema financeiro do Governo, alertou hoje a agência de notação financeira Fitch.

Segundo uma análise divulgada pela Fitch, a situação instável do país manteve altas taxas de empréstimos nos bancos tradicionais, mas abriu caminho para fontes de crédito alternativas mais baratas.

Além de 'startups' financeiras, outro tipo de instituições estão a ganhar espaço de mercado no Brasil: cooperativas de crédito, cujas taxas de empréstimos são de cerca de 70% a 75% das praticadas em bancos tradicionais.

Tendo em vista que a consolidação neste segmento é clara, a agência de risco salienta que os reguladores devem intensificar a supervisão do sistema cooperativo para garantir robustez e segurança.

"A Resolução 4.557 do Banco Central do Brasil (Bacen) de fevereiro de 2017 é um exemplo recente, que introduziu requisitos mais rigorosos em relação à estrutura de liquidez e gerenciamento de risco de capital das cooperativas de crédito brasileiras", destacou a Fitch.

Citando as duas principais cooperativas brasileiras, o Sicoob e a Sicredi, que representaram cerca de 80% dos ativos totais do sistema cooperativo brasileiro em dezembro de 2016, a agência de risco destacou que "embora a participação no mercado dos ativos totais delas no setor financeiro brasileiro seja de apenas 1,7%, elas cresceram 48% entre 2014 e 2016".

Tendo em vista este cenário, a Fitch considera que ainda é mais fácil implementar regras procedimentos para grandes grupos do que para cooperativas independentes não vinculadas a sistemas cooperativos.

"Os grupos maiores normalmente possuem mais recursos que podem ser direcionados para investimento em tecnologia, infraestrutura e treinamento", indicou.

"Além disso, grandes grupos dependem de gerentes com conhecimento profundo do sistema (já que muitas vezes têm origens em grandes bancos), o que facilita o acesso e a comunicação com os reguladores", acrescentou a Fitch.

Embora a falta de concorrência possa representar algumas barreiras à entrada no mercado de cooperativas independentes, a Fitch afirmou que ainda espera uma maior consolidação no segmento no Brasil.

"É improvável que a liquidação potencial de pequenas e únicas cooperativas leve a riscos de liquidez ou de reputação para grandes grupos", o banco central brasileiro deve garantir uma abordagem preventiva para que potenciais problemas não resultem em danos à credibilidade do sistema ou em perdas financeiras para credores", avaliou.

Na conclusão da análise, a agência de riscos destacou que regular o segmento de cooperativas de crédito no Brasil seria saudável e bem-vindo, uma vez que, a longo prazo, fortalecerá o quadro de empréstimos que podem complementar o crédito tradicional, mas com custos mais baixos.

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