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Soares mudou tudo no ataque do FC Porto

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/03/2017 Ana Proença

Dragões passaram de uma média de 1,9 golos por jogo para 3,3 desde que o brasileiro chegou. A grande diferença está no enquadramento dos remates

© Pedro Correia/Global Imagens

Desde que o brasileiro chegou, a equipa aumentou exponencialmente o número de golos que marca por jogo - neste momento, só o Barcelona tem uma média superior -, tem uma percentagem de acerto nas balizas contrárias muito maior e está a aproveitar melhor as inúmeras ocasiões flagrantes que cria. Ainda que, neste caso particular, o jogo de Arouca não seja o melhor exemplo. Soares até bisou - terceira vez que o fez em seis jogos pelos dragões -, mas perdeu três golos nos lances em que surgiu isolado; num acertou no poste, noutro escorregou antes de finalizar e no último atirou a rasar o poste.

Desde que Soares trocou o V. Guimarães pelo FC Porto, a equipa portista fez 20 golos em seis jornadas, passando de uma média de 1,9 golos por ronda, antes da sua contratação, para 3,3 golos. Com isto, o FC Porto chegou aos 57 golos e conseguiu, inclusive, tornar-se dono do ataque mais concretizador do campeonato.

E o mais interessante é que a multiplicação de golos acontece com uma diminuição do número de remates. Estranho? Não. A diferença está, pois claro, na eficácia. Ou, dito de outra forma, na pontaria: em vez de se fartar de rematar para fora, o FC Porto passou a acertar muito mais nas balizas. Deixou de ser a equipa mais esbanjadora para passar a ser uma máquina de triturar que faz golos em catadupa. Em Arouca, por exemplo, dos 11 remates que fez oito foram na direção certa - metade deu golo. A tabela que aqui publicamos ajuda a perceber melhor o que mudou após a chegada de Soares. O FC Porto rematava, em média, 17,2 vezes por partida, para fazer 1,9 golos. Agora tem uma média de 14,7 tentativas para 3,3 golos. Sem surpresa, a percentagem de remates enquadrados passou de 36% para 50%.

Mas há mais. Com a chegada de Soares e a subida de forma de Brahimi, Óliver e André André - sobretudo estes, porque atuam nas zonas mais ofensivas -, o FC Porto passou a criar mais ocasiões de golo. Há um verdadeiro milagre da multiplicação no ataque portista que ajuda a justificar a incrível série de nove jogos seguidos a ganhar. Seis deles com muita responsabilidade de Soares.

O reforço assinou 45 por cento dos 20 golos que a equipa fez

A eficácia de Soares é absolutamente impressionante: nove golos em seis jogos só encontram paralelo, no que diz respeito a reforços do FC Porto, em Pena, que em 2000/01 também conseguiu o feito de marcar nos seis primeiros jogos que fez de azul e branco. Mas o compatriota de Tiquinho colocou a fasquia ainda mais alta, já que marcou em nove jogos seguidos. O desafio para Soares está, pois, lançado. Para já é mais do que evidente o peso do reforço na equipa: nove golos em seis jogos representam 45 por cento da faturação da equipa nessas partidas. Impressionante. Mais ainda se lhe dissermos que o conseguiu com apenas 24 remates. André Silva, por exemplo, precisou de 72 tentativas (média de 4,8) para assinar os 15 golos que leva no campeonato.

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