Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Sobe para 24 número de mortos em naufrágio de barco com refugiados rohingya

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/10/2017 Administrator

As autoridades do Bangladesh elevaram hoje para 24 o número de mortos na sequência do naufrágio, ocorrido no domingo, de um bote que transportava refugiados da minoria rohingya procedentes da Birmânia, após a descoberta de mais dez corpos.

Segundo o mais recente balanço oficial, 13 das 24 vítimas mortais são menores de idade, havendo ainda um número indeterminado de desaparecidos.

"Um total de 24 corpos foram recuperados desde o acidente, dez dos quais hoje", disse Main Uddin, da polícia de Teknaf, no sudeste do Bangladesh, à agência de notícias espanhola Efe.

O tenente-coronel Ariful Islam, comandante da Guarda de Fronteiras do Bangladesh na zona, indicou que 13 pessoas foram resgatadas com vida da embarcação, embora haja ainda um número indeterminado de desaparecidos que pode ascender a 60, segundo a Organização Internacional das Migrações.

Alauddin Nayan, oficial de Operações da Guarda Costeira da zona oriental do Bangladesh, indicou, também em declarações à agência de notícias espanhola, que as operações de busca por sobreviventes prosseguem.

O mesmo responsável afirmou ainda que hoje foram encontrados os corpos de duas crianças, mas ressalvou não haver certezas de que são vítimas do naufrágio de domingo.

O bote afundou-se no domingo perto da aldeia de Galachar, no golfo de Bengala.

O número de pessoas a bordo varia consoante os relatos dos sobreviventes que, em alguns casos, falam de uma centena, mais de metade crianças.

Entretanto, a chegada de refugiados da minoria muçulmana rohingya ao Bangladesh continua em força: só na segunda-feira entraram no país 10.000.

A ONU elevou no domingo para 519.000 o número de rohingya que chegaram ao Bangladesh em fuga da violência na Birmânia desde 25 de agosto, dias após ter revisto o plano de resposta à crise humanitária no país.

A crise dos rohingya começou a 25 de agosto, após um ataque de um grupo rebelde desta minoria muçulmana às instalações policiais e militares no estado ocidental birmanês de Rakhine, uma ação a que o exército respondeu com uma ofensiva que ainda prossegue.

De acordo com testemunhas e organizações de direitos humanos, o exército birmanês arrasou povoações incendiando-as e matou um número indeterminado de civis a tiro enquanto esvaziava essas localidades.

O Governo birmanês assegurou que a violência foi desencadeada por "terroristas rohingya", mas o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos classificou a operação militar como "limpeza étnica".

Antes da campanha militar, os rohingya que habitavam em Rakhine eram estimados em um milhão.

A Birmânia, onde mais de 90% da população é budista, não reconhece cidadania aos rohingya, os quais sofrem crescente discriminação desde o início da violência sectária em 2012, que causou pelo menos 160 mortos e deixou aproximadamente 120 mil pessoas confinadas a 67 campos de deslocados.

Apesar de muitos viverem no país há gerações, não têm acesso ao mercado de trabalho, às escolas, aos hospitais e o recrudescimento do nacionalismo budista nos últimos anos levou a uma crescente hostilidade contra eles, com confrontos por vezes mortíferos.

Os rohingya são uma minoria apátrida considerada pela ONU como uma das mais perseguidas do planeta.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon