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Sobe para 38 número de mortos em naufrágios de 'rohingya' ao largo do Bangladesh

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/09/2017 Administrator

As autoridades do Bangladesh elevaram hoje para 38 o número de mortos na sequência de naufrágios de vários barcos que transportavam muçulmanos da minoria 'rohingya' que fugiam da violência na Birmânia.

"Mais 15 corpos foram resgatados hoje de manhã, elevando o total de vítimas mortais de 23 para 38", afirmou Chailau Marma, da polícia do distrito de Cox's Bazar, localizado a 292 quilómetros da capital do Bangladesh, Daca.

Segundo o mesmo responsável, os corpos foram resgatados do rio Nag, que divide o Bangladesh e a Birmânia, depois de os barcos se terem voltado na quarta-feira.

Chailau Marma disse à agência de notícias chinesa Xinhua que as operações de busca por eventuais sobreviventes prosseguem.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou na quarta-feira que pelo menos 18.500 refugiados da Birmânia atravessaram a fronteira para o Bangladesh desde o início de combates entre o exército birmanês e rebeldes muçulmanos 'rohingya' na sexta-feira passada, dia 25.

Trata-se sobretudo de 'rohingya' que fogem da violência no estado de Rakhine (oeste da Birmânia), onde morreram pelo menos 110 pessoas desde sexta-feira.

O acesso ao Bangladesh -- que divide 270 quilómetros de fronteira com a Birmânia -- foi recusado a uma parte dos refugiados nos últimos dias, não obstante os renovados apelos por parte da comunidade internacional.

Mais de um milhão de 'rohingya' vivem no estado de Rakhine, onde sofrem uma crescente discriminação desde o surto de violência sectária que provocou, em 2012, pelo menos 160 mortos e deixou perto de 120 mil membros da comunidade confinados em 67 campos de deslocados.

As autoridades da Birmânia, onde mais de 90% da população é budista, não reconhecem cidadania aos 'rohingya', uma minoria apátrida considerada pelas Nações Unidas como uma das mais perseguidas do planeta.

Apesar de muitos viverem no país há gerações, não têm acesso ao mercado de trabalho, às escolas, aos hospitais e o recrudescimento do nacionalismo budista nos últimos anos levou a uma crescente hostilidade contra eles, com confrontos por vezes mortíferos.

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