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Sonhos para muitos, subida para dois: recomeçam as emoções do segundo escalão

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/08/2017 Hugo Monteiro

A II Liga arranca comeste domingo com um leque de candidatos mais vasto do que em 2016/17. José Mota, que guiou o Aves à I Liga, considera que a época passada foi "atípica" e espera luta até ao fim.

Conhecida pelo enorme equilíbrio, com as vagas pela subida a serem decididas até à derradeira jornada, a época passada da II Liga acabou por ser atípica. Portimonense, que foi campeão, e Aves depressa cavaram um fosso para os restantes e acabaram por decidir mais cedo do que é costume as duas vagas de acesso ao primeiro escalão. Pois bem, começa hoje uma nova edição do segundo campeonato mais importante do futebol português e José Mota, treinador que soma duas subidas consecutivas, a última das quais pelo Aves, e tem quatro promoções no currículo, considera que nesta temporada vai tudo voltar ao normal. "O ano passado foi atípico porque Aves e Portimonense eram, claramente, as melhores equipas. Recordo que há dois anos, pelo Feirense, subimos na última jornada e quase todas as épocas tem sido assim", recorda o técnico que agora orienta o Sfaxien, da Tunísia.

Arouca e Nacional são os dois clubes que vêm da I Liga, mas José Mota sublinha que não é nada fácil voltar a ter sucesso logo no ano seguinte. "Normalmente aponta-se os clubes que descem de divisão como principais favoritos. Eu não o faço. Não é vantagem nenhuma, porque muitas vezes fica-se com jogadores da I Liga e nem sempre um bom jogador nesse escalão consegue ser bom no segundo", comenta. Se é certo que Mota não exclui a dupla despromovida na época passada do leque de candidatos, há mais equipas a ter em conta. "Covilhã, Varzim, Gil Vicente, o próprio Leixões, o Académico de Viseu tem um treinador experiente e estruturou-se para que a subida possa acontecer, a Académica, o União da Madeira... Há um lote de sete ou oito equipas que vão andar perto de chegar à cereja no topo do bolo", perspetiva.

Se Vítor Oliveira, o mestre das subidas em Portugal, já enumerou por várias vezes os ingredientes para garantir sorrisos no final da maratona, José Mota também enumera uma série de fatores fundamentais para ter sucesso na ambicionada promoção. "É preciso estabilidade e ambição no projeto. Financeiramente, tem de se conseguir cumprir o combinado com o grupo e dar boas condições de trabalho. Há que ter um conhecimento profundo da II Liga, pois é um campeonato completamente diferente do da primeira", refere.

Além das condições atrás mencionadas, também não pode faltar o essencial: "ter boa matéria-prima". Aqui, a escolha dos jogadores faz toda a diferença, porque um craque do primeiro escalão pode não resultar nesta prova, especial. "Há jogadores típicos de II Liga. Podem nunca ter jogado na divisão acima, mas são uma mais-valia neste campeonato", enfatiza. Por último, o futebol praticado para conseguir o tão desejado objetivo pode não ser o mais bonito, "importa é que resulte em triunfos", diz Mota. "É um campeonato cheio de especificidades, diferente do da I Liga, pelo que é preciso encarar o jogo de outra forma, com outra filosofia", vincou. Tópicos para conferir até 13 de maio, data da última jornada, e ver quem irá chorar de alegria ou de tristeza. Hoje começa a maratona e, mais uma vez, espera-se luta até ao último fôlego da prova.

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