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Substituídos cinco dos sete membros da cúpula do PC Chinês

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

Cinco dos sete líderes que nos últimos anos compuseram a cúpula do poder na China, entre os quais o antigo responsável pelo órgão máximo anticorrupção do país, não integram o novo Politburo do Partido Comunista (PCC).

Segundo a lista dos 204 membros do Comité Central eleitos hoje pelo XIX Congresso do PCC, Wang Qishan, Zhang Dejiang, Yu Zhengsheng, Liu Yunshan e Zhang Gaoli não farão parte do novo comité permanente do Politburo.

A continuidade de Wang Qishan, que liderou a Comissão de Inspeção e Disciplina do PCC, era uma das principais questões para este Congresso, com vários analistas a prever a sua continuidade.

Wang era visto como o 'braço direito' do Presidente chinês, Xi Jinping, estando encarregue da campanha anticorrupção que nos últimos cinco anos puniu 1,5 milhões de membros do partido, incluindo altas patentes do exército e um antigo membro do Comité Permanente do Politburo.

Regras não escritas do PCC estabelecem que os altos cargos da formação devem retirar-se após completarem 68 anos. Todos os cinco homens que hoje deixam o Politburo superam essa idade.

No próximo Congresso, Xi terá excedido essa idade. Caso Wang Qishan, agora com 69 anos, tivesse obtido um novo mandato, isso significaria que o limite deixou de existir, sugerindo que Xi Jinping poderia tentar permanecer como secretário-geral do PCC para além de dez anos.

Nas forças armadas chinesas, sete dos 11 membros da Comissão Militar Central, o braço político do exército, devem também ser substituídos, incluído dois vice-presidentes.

Já Xi Jinping e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, renovam o seu mandato de cinco anos.

O XIX Congresso do PCC serviu ainda para introduzir na constituição do partido o nome e teoria de Xi Jinping, confirmando o seu estatuto como mais poderoso líder chinês das últimas décadas.

Os cerca de 2.300 delegados do partido presentes na cerimônia de encerramento aprovaram a inclusão na constituição do partido o designado "pensamento de Xi Jinping sobre o socialismo com caraterísticas chinesas numa nova era".

A inclusão da ideologia de Xi é vista como uma rutura com o período de reformas económicas, introduzido por Deng Xiaoping, no final dos anos 1970, e prolongado pelos sucessores Jiang Zemin e Hu Jintao.

Desde a fundação da China comunista, em 1949, apenas Mao viu em vida o seu nome ser consagrado na constituição do partido.

Observadores estabelecem uma comparação com a China Antiga, quando os imperadores chineses participavam de rituais que assinalavam se estes eram sucessores de uma linha dinástica ou fundadores de uma nova dinastia, afirmando que o que Xi conseguiu esta semana é o equivalente moderno do segundo.

A "teoria de Xi" passará ainda a fazer parte dos currículos escolares, garantiu o ministro da Educação chinês, Chen Baosheng, durante o XIX Congresso.

"[O pensamento de Xi] vai ser introduzido nos manuais escolares, aulas e cérebro [dos estudantes]", disse.

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