Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Supremo do Paquistão rejeita recurso de decisão que inabilitou ex-PM Nawaz Sharif

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

O Supremo do Paquistão que decidiu, em julho, inabilitar Nawaz Sharif devido ao seu envolvimento em empresas sediadas em paraísos fiscais, denunciado pelos "Papéis do Panamá", rejeitou hoje os recursos interpostos pelo agora ex-primeiro-ministro e familiares.

"O tribunal, formado por cinco juízes e encabeçado pelo magistrado Asif Saeed Khosa rejeitou os recursos de Sharif, dos seus três filhos e do ministro das Finanças Ishaq Dar", disse à agência Efe Mohamed Ishtiaq, porta-voz do Supremo Tribunal do Paquistão.

O juiz Asif Saeed Khosa indicou que os motivos de recusa dos recursos ainda não foram tornados públicos.

O Supremo inabilitou Sharif, em 28 de julho, "por desonestidade" e "por não declarar ativos", e ordenou ao órgão anticorrupção a abertura de inquéritos contra ele e contra os seus filhos e genro.

Tanto Sharif como a sua família e o ex-ministro das Finanças interpuseram recursos da sentença, um processo que começou na quarta-feira e durou três dias.

Nas audiências, a defesa argumentou que Sharif não tocou no dinheiro pago como salário pela empresa de um filho nos Emirados Árabes Unidos, ativos dos quais não deu conhecimento à Comissão Eleitoral antes das eleições de 2013, como prevê a lei paquistanesa.

Os juízes indicaram que existe um contrato entre o ex-governante e a empresa do seu filho com um salário mensal de 10.000 dirhams dos Emirados Árabes (2.285 euros) e que tinha uma conta bancária para o receber.

"Como pode o tribunal aceitar a declaração verbal de Nawaz Sharif de que não recebeu o salário?", realçou o juiz Ejaz Afzal.

Khawaja Harris, advogado de defesa, também argumentou que o artigo em que se baseou a inabilitação de Sharif e que estabelece que os governantes devem ser "honestos" não define um castigo tão duro.

Segundo a sentença do Supremo, Sharif e os seus filhos Hasan, Husain e Maryam foram citados para comparecer na próxima terça-feira em tribunal devido a três casos: pela propriedade de andares numa zona exclusiva de Londres; pela criação das empresas Azizia Steel e Hill Metal, e ainda da companhia de investimento Flagship e outras 15 empresas.

Os problemas de Sharif começaram com a divugação, em abril de 2016, dos "Papéis do Panamá", com os milhões de documentos provenientes da sociedade de advogados Mossack Fonseca a revelarem que três dos quatro filhos de Sharif constituiram empresas nas Ilhas Virgens Britânicas através das quais controlam propriedades em Londres.

Tal levou o Supremo a lançar uma investigação após um ano de protestos por parte da oposição.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon