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Tó Neves entre a fábrica e os pavilhões: "Numa situação normal, nenhum patrão me aguentava"

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Hugo Monteiro

É entre Fânzeres, onde trabalha na fábrica têxtil especializada em passamanarias, e Oliveira de Azeméis que Tó Neves se desdobra diariamente. Pelo meio, encontra tempo para jogar nos veteranos

Estreou-se como técnico na Oliveirense, quando ainda jogava. Nas quatro épocas no FC Porto (2011/12 a 2014/15) tornou-se apenas treinador, voltando nesse papel para Oliveira de Azeméis, dividindo-o com o de empresário.

É o único treinador, dos quatro candidatos ao título, que tem outra ocupação profissional...

-Com 26 anos, quis ser só profissional de hóquei e não gostei muito. Não tenho essa vontade. O tempo que tenho é mais do que suficiente para preparar a equipa. Sempre foi assim como jogador e como treinador; só é possível porque tenho liberdade total.

Entre a fábrica e o hóquei, o que fica a perder?

-Sempre foi uma regra minha: o hóquei foi sempre uma prioridade e o meu sogro respeita. Quando estou na empresa, estou a cem por cento. Mas na pré-época estive durante o mês de setembro sem ir à empresa, com treinos bidiários e estágios. Numa situação normal, não teria nenhum patrão que me aguentasse.

O hóquei, sendo uma paixão, viveu-o de forma diferente no FC Porto e na Oliveirense?

-Os clubes são diferentes, mas a paixão e o profissionalismo são iguais. Até nos veteranos, só falho um treino em situações excecionais e treinamos uma vez por semana ou de quinze em quinze dias [ndr: Tó Neves é campeão nacional de veteranos pelo FC Porto].

Foi difícil a passagem pelo FC Porto?

-Muito. Na altura, fui aconselhado por jogadores a não ir, mas fui. Gosto de grandes desafios. Cresci imenso como treinador.

Como foi mudar o chip no regresso à Oliveirense?

-São 30 anos de um clube e mais dez de outro. É sair de uma casa e entrar noutra.

Vai ao futebol?

-Não tenho tempo. Fui ao estádio na apresentação com o Deportivo. Jogos a doer vejo na televisão, como gosto de ver o Real Madrid-Barcelona.

Olha para o futuro e vê-se treinador por muitos anos?

© Pedro Granadeiro/Global Imagens

-Fui dos poucos a jogar até aos 45. Agora, enquanto tiver gosto em preparar um treino fico.

É um treinador impulsivo. Sente que já prejudicou a equipa?

-Trabalho para que isso não aconteça, mas já me aconteceu várias vezes. Na Luz foi mais o sentimento de injustiça que se apoderou de

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