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Tabaski provoca polémica entre Governo da Guiné-Bissau e líderes islâmicos

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Administrator

O ministro do Interior da Guiné-Bissau, Botche Candé, criticou hoje o facto de a comunidade muçulmana ter celebrado em dias diferentes a festa do Tabaski e prometeu medidas do Governo para acabar com a situação.

Em resposta, Infali Coté, um conhecido imame de Bissau, pediu aos políticos que se afastem dos assuntos da religião islâmica.

Segundo Coté, a grande maioria dos muçulmanos do mundo rezou na sexta-feira, como aconteceu na Guiné-Bissau, embora alguns só tenham celebrado o Tabaski no sábado.

O Tabaski, ou Festa do Sacrifício, é uma reunião de família durante a qual cada chefe de família sacrifica um carneiro e divide a carne entre os seus e os vizinhos.

A festa, feita depois de se ter realizado a peregrinação a Meca, pretende relembrar quando Abraão tentou sacrificar o seu filho a pedido de Deus, que acabou por impedi-lo.

O presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, o primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, bem como várias autoridades do país que professam a religião islâmica, celebraram a festa, que é marcada com uma reza em grupo num lugar público, na sexta-feira.

Estes dirigentes celebraram o Tabaski em Bissau.

Outros muçulmanos, entre os quais o ministro do Interior, Botche Candé, só o fizeram no sábado nas localidades do interior do país. A argumentação daqueles que rezaram no sábado foi de que se fosse na sexta-feira o Presidente da República poderia sair do poder.

Infali Coté disse ser "um mito", sublinhando que no passado várias vezes a reza foi feita à sexta-feira e os Presidentes da altura não saíram do poder, citando casos de João Bernardo "Nino" Vieira, Kumba Ialá, Henrique Rosa, Malam Bacai Sanhá e Serifo Nhamadjo.

"Pedimos aos políticos que deixem os assuntos da religião com os muçulmanos e tratem das questões políticas onde não nos metemos", defendeu o imame Infali Coté, exortando aos líderes do Estado para não se deixarem enganar.

Na Guiné-Bissau, país maioritariamente muçulmano, mas onde o animismo continua a ser praticado pela generalidade da população, há a superstição de que quando o Tabaski é celebrado à sexta-feira o Presidente que está em funções é afastado do poder.

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