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Tancos/Armas: Governo considera ação de Marcelo na questão do furto como "muito importante"

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

O Governo considerou hoje que a intervenção do Presidente da República na questão do furto de material de guerra de Tancos "foi muito importante", destacando que o chefe de Estado é um símbolo de unidade nacional.

O Presidente da República considerou hoje que teve uma posição pública sem precedente face ao furto de material de guerra, admitindo que se faça a interpretação de que foi "até ao limite" dos seus poderes.

"Não é essa a interpretação [do Governo]. Nós entendemos que a intervenção do Presidente da República é sempre muito importante e neste caso concreto foi muito importante", respondeu o ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro em funções, Augusto Santos Silva, quando questionado pelos jornalistas à margem da apresentação de um livro, em Lisboa.

Na opinião do governante, "o Presidente da República, além de todas as funções e poderes que a Constituição lhe atribui, é um dos símbolos mais importantes da unidade nacional".

"Quando acontece um incidente grave, que envolve as Forças Armadas, é muito importante que o Presidente da República - que é o comandante supremo das Forças Armadas e que é o mais alto magistrado da nação - se interesse e diga publicamente o que é preciso dizer", sustentou.

Para Augusto Santos Silva, "além do apuramento dos factos e das responsabilidades", o que é preciso "é lembrar o enorme valor das Forças Armadas portuguesas para Portugal e para a segurança dos portugueses".

Questionado como ficará inscrito este episódio na história, o ministro foi perentório: "como um incidente na história em particular do Exército português e a minha esperança e quase certeza é que será recordado como um incidente único e nunca mais repetido".

"Hoje já posso dizer assim porque já foi tornado público o contacto havido entre o Governo português e o secretário-geral da NATO e reenvio para as palavras do secretário-geral da NATO. Elas são absolutamente claras sobre a imagem, a reputação e a consideração de que Portugal goza nas alianças a que pertence", reiterou.

Sobre a alegada declaração do Chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, na comissão parlamentar à porta fechada de quinta-feira, de que se sentia humilhado com este roubo em Tancos, Santos Silva disse não poder comentar declarações que não conhece.

"Não tenho nada a comentar sobre declarações que lhe são atribuídas, sendo essa atribuição um flagrante desrespeito pelas regras de uma audição fechada", criticou.

Em 30 de junho, o Exército revelou que entre o material de guerra furtado da base militar de Tancos, distrito de Santarém, estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos.

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