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Tancos/Armas: Jerónimo de Sousa defende investigação antes de pensar em demissões

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/07/2017 Administrator

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje investigações sobre as responsabilidades "dos sucessivos governos" na tragédia de Pedrógão Grande e no assalto aos paióis de Tancos em vez de se avançar já para pedidos de demissão.

Questionado pelos jornalistas sobre o caso de Tancos, Jerónimo de Sousa considerou-o "muito grave" e sublinhou que a dimensão e as causas que lhe estão associadas "não se compadecem com soluções apressadas de exoneração de comandantes ou de chefes militares do ministro".

"Antes pelo contrário, deve haver primeiro uma investigação profunda, deve ser esclarecido esse acontecimento grave e depois tirar naturalmente as ilações políticas, não só as militares mas também as políticas que correspondam a esse final da investigação", acrescentou o secretário-geral comunista.

Para Jerónimo de Sousa, que falava em Nogueira da Regedoura à margem de uma homenagem a Ferreira Soares, médico assassinado pelo Estado Novo, "qualquer ideia peregrina de que demitindo uma ou outra figura, seja um ministro ou um comandante" se resolve o problema "não é o caminho melhor.

"O importante é, de facto, essa averiguação, não só do problema mas também das causas que lhe estão associadas, porque é inevitável que se faça um enfoque nas políticas realizadas pelos sucessivos governos nos últimos anos em relação às Forças Armadas, como a falta de meios - como aquele exemplo da falta da videovigilância é significativo - em que a condição militar, os recursos e o investimento orçamental foram profundamente desbaratados", sustentou.

O líder do PCP frisou que "estas causas têm de estar presentes em qualquer processo de investigação e até de conclusão" do processo.

"Naturalmente, feito isto, é justo que se exija a responsabilidade a quem a tiver, tanto àqueles que possam ter participado nesse assalto" como a quem a tiver política e institucionalmente.

Com base nesta posição, Jerónimo de Sousa considerou "uma precipitação" o pedido de demissão do ministro da Defesa feito pela líder do CDS/PP, Assunção Cristas.

"A não ser que o CDS queira disfarçar as responsabilidades que teve integrando o último governo, que acentuou os problemas e as dificuldades, os cortes no investimento das nossas forças armadas. Procura resolver o problema demitindo o ministro. Nós pensamos que não é esse o caminho (...).É uma precipitação que naturalmente não tem nada de bom. Não é este caminho que devemos seguir. Apure-se a verdade, faça-se a investigação até ao fim. Feito isto, cá estaremos para exigir responsabilidades", acrescentou.

Questionado sobre a ministra da Administração Interna, Constança urbano de Sousa, o líder do PCP defendeu um raciocínio igual: "Do ponto de vista do PCP, há uma questão imediata que tem de ser feita, que é acudir aqueles que perderam os seus entes queridos, as suas habitações, os seus bens. Esta é a medida urgente que deve animar todos tendo em conta os dramas que ali foram criados".

"Em segundo lugar, proceder a um processo de investigação do que falhou, das responsabilidades recentes, particularmente nos últimos anos, dos sucessivos governos, porque, independentemente da força da natureza, continuamos a considerar que há responsabilidades políticas", salientou.

Para o secretário-geral comunista, "é uma falsa questão considerar que o Estado falhou, que o Estado deveria ter feito, que o Estado não sei quanto".

"Então e os governos que executaram as políticas que levaram a esta situação? Não têm que também ser chamados a essa responsabilidade?", questionou ainda Jerónimo de Sousa.

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