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Teatro Viriato, em Viseu, ganha novo espaço

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/08/2017 Administrator

A Câmara de Viseu aprovou hoje um contrato-programa com a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) que permitirá a recuperação e adaptação do edifício da antiga Aprogel num novo espaço para o Teatro Viriato.

Segundo o presidente da autarquia, Almeida Henriques (PSD), trata-se de um investimento de 248 mil euros (mais IVA), que será totalmente pago pelo município.

"Vai permitir, por um lado, criar um espaço de armazenamento que hoje não existe no Teatro Viriato e, por outro, criar mais espaço para o desenvolvimento da valência da dança e dos ensaios", explicou o autarca aos jornalistas, no final da reunião pública do executivo.

Através do contrato-programa hoje aprovado, a obra ficará sob a responsabilidade da SRU Viseu Novo, esperando o autarca que o novo espaço possa ser inaugurado "no prazo de um ano e meio".

"O projeto está concluído. Neste momento, vai abrir-se o procedimento do concurso para adjudicação e é uma obra que terá depois um ano de execução", explicou Almeida Henriques.

Na sua opinião, trata-se de "uma obra que vem introduzir uma mais-valia" no Teatro Viriato, que é municipal.

O autarca manifestou o desejo de que o novo espaço possa vir a ser usado por uma futura companhia experimental de dança juvenil, um projeto para o qual já desafiou os diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro (residente no Teatro Viriato), São Castro e António Cabrita.

"Falámos sobre o assunto, ficaram em apresentar uma proposta, para que os jovens que estão no Lugar Presente (escola de dança) que querem fazer da dança a sua profissão possam ter também a oportunidade de se integrarem numa companhia de dança experimental, juvenil e poder dar aqui os primeiros passos na sua carreira", justificou o autarca.

São Castro disse aos jornalistas que este é um projeto que gostaria de incluir na Companhia Paulo Ribeiro, mas que têm de ser estudados os moldes em que se poderá desenvolver.

"Estes projetos são muito importantes. Nas escolas em todo o Portugal existem imensos jovens que não têm oportunidade de trabalhar profissionalmente numa estrutura organizada", frisou António Cabrita.

A diretora do Teatro Viriato, Paula Garcia, sublinhou o facto de a transformação do antigo edifício da Aprogel dar a possibilidade de "ter um espaço maioritariamente dedicado à dança, em todas as suas valências", desde a investigação, à relação com a academia, as escolas e o público em geral, passando pela "atração de artistas profissionais que buscam a formação profissional na dança".

"É uma sala que vai estar preparada para a dança, o que é muito importante. Nós sentimos há muito tempo que temos um certo estrangulamento nas salas disponíveis no Teatro Viriato, porque a programação é muito intensa e nós batemos todas as áreas performativas. Esta sala vai-nos permitir um desafogo e saltar para outro patamar", explicou.

Paula Garcia contou que há muitos jovens que "começaram a ter aulas no Lugar Presente, entretanto saíram, fizeram estudos superiores e alguns deles já estão na Holanda, em Roterdão, a tirar estudos muito específicos na coreografia, e alguns já começam a regressar à cidade".

"Esta sala também tem uma responsabilidade para com estes jovens", acrescentou.

Segundo a responsável, "há uma panóplia de possibilidades de trabalho para esta sala", que será definida num "diálogo muito aberto" entre o Teatro Viriato, o Lugar Presente e a Companhia Paulo Ribeiro.

Paula Garcia destacou também a importância do piso do edifício que ficará destinado a armazenamento, dando assim resposta a um problema sentido há 18 anos.

"É um desafogo sentirmos que não temos que estar preocupados se um projetor pode cair em cima do piano ou de algum material mais sensível que não tem espaço de acondicionamento e que tem de estar no palco (do Teatro Viriato), que é o único espaço possível para esse equipamento estar", contou.

Por outro lado, desta forma será possível "alargar a área de atuação do palco", acrescentou.

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