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Terceiro volume das entrevistas da Paris Review com Steinbeck, Munro e Ferrante

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

Os prémios Nobel da Literatura Alice Munro e John Steinbeck estão entre os escritores entrevistados pela revista literária "Paris Review", compilados num volume da Tinta-da-China, que traz também a italiana Elena Ferrante e o norueguês Karl Ove Knausgard.

O terceiro volume das "Entrevistas da Paris Review", que a Tinta-da-China começou a publicar em Portugal em 2009, apresenta uma nova seleção de "conversas inesquecíveis para os amantes de literatura", traduzidas por Alda Rodrigues, com ilustrações de Vera Tavares, e chega às livrarias portuguesas no dia 27 de outubro.

"Do recente enigma Elena Ferrante à irreverência histórica de Henry Miller, do humor certeiro de Julian Barnes e de Dorothy Parker à inteligência sóbria de George Steiner e de Susan Sontag, passando pela audácia de Karl Ove Knausgård e de Lydia Davis, e pelo desconcerto de Emmanuel Carrère e W.H. Auden", este livro dá voz a romancistas, contistas, poetas e ensaístas, entre os quais dois prémios Nobel da Literatura --- John Steinbeck (1962) e Alice Munro (2013) -- destaca a editora.

Deste escritor laureado, pode ler-se: "Tenho levado uma existência estranhamente incompleta. Sou totalmente desmiolado. Talvez seja uma vantagem. Se tivesse miolos, provavelmente estourá-los-ia".

Já Alice Munro confessa que sente que fez "tudo ao contrário: fui uma escritora obstinada enquanto as minhas filhas eram pequenas e precisavam de mim desesperadamente". "E agora, quando não precisam de mim para nada, sinto um grande amor por elas".

Susan Sontag considera que um romance que valha a pena ler é uma "educação sentimental" e um "criador de vida interior", ao passo que, para George Steiner, a grande escrita e o grande pensamento "prosperam sob pressão" e "pensar é uma atividade solitária, cancerosa, autista e louca".

Para Karl Ove Knausgard, a mulher no livro é um objeto, porque assim é para o escritor, enquanto para Elena Ferrante é uma "heroína" com uma "riqueza de experiências, uma liberdade e uma determinação" imitada dos grandes romances masculinos.

A "Paris Review" foi uma revista literária criada em 1953 por um grupo de jovens intelectuais norte-americanos, em Paris, que "fez as melhores entrevistas aos melhores escritores e influenciou para sempre o fascínio pela arte da escrita", segundo a editora.

A primeira seleção destas entrevistas foi feita e traduzida pelo jornalista Carlos Vaz Marques e foi publicada em Portugal pela Tinta-da-China em outubro de 2009, revelando na altura conversas com Hemingway, William Faulkner, E.M. Forster, Graham Greene, Truman Capote, Lawrence Durrell, Boris Pasternak, Saul Bellow e Jack Kerouac.

O segundo volume das entrevistas da Paris Review foi publicado em setembro de 2014 e trouxe ao conhecimento do público português pensamentos e experiências, contadas na primeira pessoa, de T.S. Eliot, Ezra Pound, Louis-Ferdinand Céline, Harold Pinter, Vladimir Nabokov, E. Bishop, Philip Roth, Marguerite Yourcenar, Iris Murdoch, Primo Levi, Jan Morris e Joan Didion.

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