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Tetra do Benfica à lupa: maior eficácia e clássicos com pouco peso

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/05/2017 Hugo Monteiro

Benfica é, no lote restrito dos clubes "tetra" portugueses, a equipa que melhor média de pontos atingiu (2,5).

Quatro foi um número mágico para os adeptos do Benfica, que, no Estádio da Luz, no passado sábado, celebrou o seu primeiro tetra. Um feito único para as águias mas que já acontecera duas vezes no FC Porto (em 1994-98 e 2005-09) e uma outra no Sporting (1950-54). No entanto, o triunfo dos encarnados pode ser especial: a uma jornada do fim, este tetracampeonato é o de melhor média de pontos por jogo.

O Benfica garantiu matematicamente o título de campeão atingindo os 81 pontos, que resultam numa média de 2,5 por cada partida neste ciclo iniciado por Jorge Jesus, em 2013/14. No comparativo com os idênticos sucessos dos dois principais rivais, é o clube da Luz quem melhor fica na fotografia: os dragões ficaram atrás tanto no seu primeiro tetra (2,4) como no seguinte (2,3), o mesmo acontecendo com os leões (2,3). Aqui, a comparação é baseada na conversão dos triunfos, na altura a valerem dois pontos, para o sistema atual de três por vitória. Para muito do sucesso encarnado na presente temporada contribui o facto de a equipa de Rui Vitória apenas ter consentido 16 golos - até ao momento -, registo igual ao de Jorge Jesus no ano do bicampeonato. Este acerto defensivo permite, no contexto comparativo dos tetracampeonatos nacionais, que o Benfica também tenha a média mais baixa de golos sofridos durante o quadriénio que vai de 2013 a 2017, a par do FC Porto de 2005-09: 0,5 golos permitidos por jogo.

© Octávio Passos/Global Imagens

Já quanto à capacidade ofensiva dos encarnados na época que agora se aproxima do termo, sofreu uma notória quebra quando comparada com a anterior, com menos 18 golos apontados. Pior mesmo só no arranque do caminho rumo ao tetra, quando apenas foram concretizados 58 golos (mas em 30 jornadas), contra os 70 (em 33 partidas) vistos até agora. São, aliás, estas duas temporadas que mais mossa causam na média de golos das águias. Se a Liga já tivesse acabado, neste ciclo de quatro triunfos consecutivos o Benfica apresentaria uma média de 2,3 golos/jogo, valor superior ao do FC Porto em 2005-09 (1,9), mas igual ao desempenho dos dragões em 1994-98 e abaixo do tetra do leão, em 1950-54 (3).

Refira-se ainda que Rui Vitória completou a terceira temporada consecutiva das águias acima dos 80 pontos, algo que, neste tetracampeonato, apenas não sucedeu em 2013/14, onde apenas houve uma liga de 30 jornadas. O melhor registo nesse capítulo, para os encarnados, vem da temporada anterior: 88 pontos.

Clássicos nunca pesaram tão pouco

Os confrontos entre os três grandes durante o ciclo do tetracampeonato dos encarnados foram os que menos peso tiveram na contabilidade dessas conquistas. Esta época, as águias não perderam nenhum clássico na Liga e, neste ciclo de quatro temporadas, apenas averbaram 19 pontos em 48 possíveis nos embates com dragões e leões, ou seja, o Benfica aproveitou cerca de 40 por cento dos mesmos. Uma diferença em relação ao que o FC Porto atingiu no período de 2005/06 a 2008/09 (50 por cento de aproveitamento de pontos) e em 1994-98 (62,5 por cento). O fosso numérico alarga-se mais ainda no tetra do Sporting, o primeiro do futebol português e o único averbado no contexto histórico e social do Estado Novo. Nesse triunfo leonino de 1950 a 1954, os homens de Alvalade ganharam 33 dos 48 pontos em disputa (aqui também atribuindo três pontos por vitória, como sucede hoje em dia), cavando aí uma clara superioridade: 68,7 por cento de pontos adquiridos à conta dos rivais.

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