Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Timor-Leste/Eleições: A estrada do pluralismo democrático, entre Pante Macassar e Tono

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/07/2017 Administrator

A estrada entre Pante Macassar e Tono poderia retratar Timor-Leste em campanha: grande parte da estrada é nova, há muitas zonas ainda em obras e uma grande variedade de bandeiras partidárias convivem, lado a lado, sem qualquer tensão.

Só nesta pequena viagem entre as duas localidades no enclave de Oecusse-Ambeno encontram-se bandeiras de cerca de uma dezena de partidos, muitas vezes em casas coladas umas às outras.

A normalidade da convivência democrática expressa-se também nos condutores de duas motos com bandeiras da Fretilin que param para abastecer num quiosque à beira da estrada que proclama o seu apoio ao CNRT. E até na pequena caravana do PUDD que se prepara, à beira da estrada, por onde passam jovens da Fretilin em ruidosas motas.

Quinze anos depois da restauração da independência, o primeiro processo eleitoral legislativo organizado exclusivamente pelos timorenses (sem assistência das Nações Unidas como até às eleições de 2012) está a decorrer sem incidentes.

Líderes políticos timorenses têm destacado a "maturidade" com que o eleitorado timorense enfrenta o voto que tem também o maior número de alternativas de sempre: 20 partidos e uma coligação.

Numa recente entrevista à Lusa, o ex-Presidente da República José Ramos-Horta explicou que, nas viagens que tem feito pelo país, passou em locais onde encontrou "inúmeras bandeiras dos diversos partidos a coexistirem num espaço de 100 metros quadrados".

"Numa casa a bandeira do CNRT, noutra a da Fretilin, do PD ou de outros. Sem qualquer problema. Há 10 ou 15 anos rasgavam a bandeira do partido rival. Agora as pessoas estão à vontade, dentro da mesma família apoiam partidos diferentes", explicou Ramos-Horta.

"Isto é muito significativo. A sociedade timorense já aceita com total desenvoltura as diferentes opiniões, representadas nas diferentes bandeiras partidárias", sublinhou.

Antes de a campanha começar - e falta menos de uma semana para que termine - a Comissão Nacional de Eleições (CNE) pediu a todos os partidos que fornecessem o seu calendário de atos públicos.

O objetivo era evitar tensão e problemas caso duas caravanas de partidos rivais se encontrassem.

Mas hoje, em Tono, viu-se que mesmo quando esse contacto ocorre não há problemas.

Ao lado da ribeira de Tono, onde está a barragem recém-construída, o Partido Democrático (PD) fez hoje um dos seus comícios em Oecusse.

Quando no palco se ouviam vivas ao PD e aos seus líderes, uma caravana de camionetas carregadas de apoiantes da Fretilin passou por ali. Sem qualquer incidente.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon