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Timor-Leste/Eleições: Dedos roxos a simbolizar voto em tranquilidade

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/07/2017 Administrator

Indicadores erguidos no ar e manchados de tinta roxa - prova de que já se votou - são hoje o símbolo mais colorido das quartas eleições legislativas de Timor-Leste que, tal como a campanha, estão a decorrer com normalidade e sem incidentes. "O meu dedo está cada vez mais bonito", disse, orgulhoso, o Presidente timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, momentos depois de votar, ao lado da mulher, na escola nº1 do bairro do Farol, em Díli. Dedo erguido ...

Indicadores erguidos no ar e manchados de tinta roxa - prova de que já se votou - são hoje o símbolo mais colorido das quartas eleições legislativas de Timor-Leste que, tal como a campanha, estão a decorrer com normalidade e sem incidentes.

"O meu dedo está cada vez mais bonito", disse, orgulhoso, o Presidente timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, momentos depois de votar, ao lado da mulher, na escola nº1 do bairro do Farol, em Díli.

Dedo erguido no ar, numa imagem registada por jornalistas e observadores nacionais e internacionais, e idêntica há que, com outros rostos, se repete um pouco por todo o país, inundando também as redes sociais.

Depois de votar, cada um dos eleitores timorenses tem que meter o indicador num tinteiro roxo para comprovar que já exerceram o seu direito e os impede de votar de novo.

A tinta torna-se, ela própria, motivo de debate eleitoral, com alguns a tentarem ver o que é preciso fazer para a remover e outros a queixarem-se que fica no dedo uma semana.

Líderes políticos e cidadãos timorenses mostraram, com orgulho, a participação no que, até agora, foi o ato eleitoral mais tranquilo e pacifico de sempre em Timor-Leste, sinal de "maturidade" de políticos e cidadãos, recordou o chefe de Estado e outros dirigentes do país.

Procedimentos seguidos corretamente, centros de votação a abrir sem problemas às 07:00 e filas mais curtas do que no passado, devido a um maior número de locais de votação, ou pela mudança de hábitos de um eleitorado que, no passado, se perfilava para votar mal abriam as urnas.

Os líderes políticos do país foram dos primeiros a votar.

Um dos primeiros foi Mari Alkatiri, secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) que, depois de votar, se mostrou confiante na vitória do seu partido.

"A minha esperança é a vitória. Esperança não, certeza", disse Alkatiri, que saudou a maturidade com que decorreu a campanha eleitoral, mostrando-se esperançado de que isso continue durante a votação e contagem dos votos.

Pouco tempo depois, na mesma escola, votou Lu-Olo, mostrando-se convicto de que os lideres e a população do país saberão manter, na votação e escrutínio, o clima de paz e estabilidade que caracterizou a campanha.

"O povo, os partidos políticos, os militantes deram uma prova de maturidade de quererem a paz e a estabilidade. Estou confiante de que hoje todo o povo garantirá a paz e a estabilidade e irá às urnas expressar a sua vontade politica, escolhendo os membros do Parlamento", disse Francisco Guterres Lu-Olo.

"Estou muito confiante porque o povo, os partidos e os militantes dos partidos políticos já demonstraram pela prática durante a campanha que não houve incidentes e acredito que esta eleição vai decorrer num ambiente de paz e estabilidade", reforçou.

Noutro ponto da cidade votou, pouco tempo depois, o antigo Presidente timorense Taur Matan Ruak. A votar pela primeira vez enquanto líder do PLP, Taur Matan Ruak garantiu que a paz e estabilidade vão continuar no país porque "nenhum idiota" quer "o mal" de Timor-Leste.

"Não há nenhum idiota em Timor-Leste que queira o mal do nosso país. Acho que todos os líderes têm noção disto", afirmou Taur Matan Ruak, depois de votar numa escola no bairro onde vive, Metiaut, onde chegou com a mulher, Isabel Ferreira.

Sem querer especular sobre os resultados - "depois das eleições fala-se do resultado" - Taur Matan Ruak disse que, aconteça o que acontecer, estará "disponível para continuar a trabalhar pelo país e pelo povo" timorenses.

Os votos começam a ser contados assim que as urnas fecharem às 15:00 (07:00 em Lisboa).

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