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Timor-Leste/Eleições: O mar vermelho da Fretilin que chegou às três lagoas de Díli

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

António Sampaio (Texto e Vídeo) e Nuno Veiga (Fotos), Agência Lusa

Um homem-estátua, representando o herói timorense Nicolau Lobato, tornou-se hoje um dos 'detalhes' mais fotografados do comício de encerramento da campanha da Fretilin para as legislativas de sábado em Timor-Leste.

Coberto em lama da cabeça aos pés - incluindo sobre a farda e a boina, idênticas às da estátua que, na rotunda do aeroporto em Díli, honram um dos fundadores do país -, o homem-estátua surgiu de entre a multidão montado numa mota.

Os aplausos do público levaram os responsáveis do comício da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) a convidá-lo para vir para o palco onde permaneceu, imóvel, e em grande destaque durante o resto do programa.

Numa mão uma arma de madeira, na outra a bandeira da Fretilin. Uma bandeira que hoje também foi colocada, por alguém, por baixo da bandeira de Timor-Leste que está na estátua oficial.

Nas margens das três lagoas salgadas que dão nome ao sítio (Tasi Tolo), nos arredores de Díli, o mar vermelho de apoiantes da Fretilin foi crescendo desde o início da tarde, com muitos veículos a circular com bandeiras do partido durante todo o dia nas ruas da capital.

No que foi potencialmente o maior comício de toda a campanha, que hoje termina, os apoiantes da Fretilin congestionaram durante várias horas os acessos à zona, a única saída de Díli para oeste.

Rui Araújo, primeiro-ministro e membro do Comité Central da Fretilin, comentava na sua página no Facebook que "mesmo com batedores", chegar ao comício do centro de Díli "demorou mais de uma hora".

Mari Alkatiri, o secretário-geral, teve que evitar a ponte sobre a ribeira de Comoro, entrando mais acima e cruzando o próprio leito antes de vir, como todos os outros, até à rotunda de Nicolau Lobato.

Cerca das 17:00 - duas horas depois da chegada de Alkatiri e quatro depois do arranque da festa -, os dois quilómetros entre a rotunda e Tasi Tolo continuavam congestionados com uma longa fila de veículos ainda carregados de apoiantes.

Muitos nem sequer chegaram ao recinto aberto onde foi montado o palco, preferindo ficar junto aos veículos, fazendo alargar o 'mar vermelho' (é a cor dominante da bandeira do partido) desde as lagoas salgadas ao Tasi Feto, o mar mulher da costa norte.

"Nunca deixei de ter confiança na vitória e isto é uma resposta à minha confiança. Não tenho dúvidas que vamos vencer estas eleições", disse à Lusa, Mari Alkatiri, depois de chegar ao local em pé, nas traseiras de um jipe descapotável.

A pedir calma à multidão eufórica que o recebeu, e rodeado de segurança, Alkatiri entrou na zona reservada do palco sendo recebido com vivas e saudações de muitos dos principais dirigentes do partido.

No palco, depois do hino nacional e do partido, o Foho Ramelau, Alkatiri pediu para que se homenageassem os heróis do país, recordando os que lutaram e morreram pela libertação de Timor-Leste.

Uma homenagem em que um deles estava representado ao seu lado: Nicolau Lobato, morto em combate na região de Turiscai a 31 de dezembro de 1978. Os seus restos mortais nunca foram recuperados.

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