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Tite descarta eventual proposta para renovar antes do Mundial

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/02/2017 Rui Trombinhas

Em entrevista exclusiva a O JOGO, publicada na íntegra neste domingo, selecionador do Brasil admite que vive hoje o "máximo em termos de posição profissional"

Tite atingiu na seleção brasileira o "posto máximo profissional" e trabalha atualmente com apenas um objetivo: o Mundial'2018. O foco é tanto que o selecionador admite que planeia fazer uma pausa logo depois da competição na Rússia para "analisar o rumo da carreira".

Podemos ter um Tite a trabalhar na Europa depois do Mundial'2018?

Não pensei nisto ainda, admito. Quando fui campeão mundial com o Corinthians, em 2012, senti que fiquei habilitado para ser lembrado dentro da seleção brasileira. Consegui, hoje estou na seleção. Agora, o foco é o apuramento e, em seguida, a disputa do Mundial. Se o Brasil for campeão, quero dar um tempo e analisar o rumo da minha carreira, porque é difícil planear o futebol a longo prazo. Mas uma coisa é certa: atingi o máximo em termos de posição profissional.

E se a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) oferecer uma renovação contratual poucos dias antes do Mundial?

Será mentirosa, pode esquecer [risos]. A renovação estará sempre presa aos resultados. Não gostava que acontecesse [oferta de renovação antecipada], prefiro esperar o fim do Mundial, porque que aí sim, poderei analisar tudo da melhor maneira possível.

Já recebeu alguma oferta para trabalhar na China?

Sim, tive. Foi no fim de 2013, logo depois que deixei o Corinthians. Na época, no entanto, eu apostava na oportunidade de assumir a seleção brasileira. Acreditava que, se fosse para o futebol chinês, pudesse perder visibilidade. Queria mostrar o meu trabalho.

© REUTERS/Sergio Moraes

Você é um dos poucos selecionadores que aposta na convocação de jogadores na China. Paulinho, Renato Augusto, Gil...

Não aposto em nada. Por que falo isso? Porque a gente não aposta na China, a gente vê a China. Nós acompanhamos os jogos e os treinos na China. Membros da nossa equipa técnica já estiveram lá, além de contarmos com o apoio frequente de profissionais conhecidos que estão a trabalhar no país. Entendi a pergunta, mas não foi uma situação de "aposta". Buscamos informações diariamente e acompanhamos níveis de trabalho, estamos de olho na evolução dos profissionais.

Incomoda o fato de os treinadores brasileiros serem ignorados na lista de melhores da FIFA

Pergunta difícil de responder [risos]... Estou a buscar algum argumento, mas não encontro. Não sei. Temos que analisar o tipo de avaliação que a FIFA faz, depende muito do critério. Por exemplo: o Brasil jogou recentemente um particular contra o Colômbia [vitória 1-0, no fim de janeiro]e solicitamos um número maior de substituições. A FIFA, no entanto, não aceitou. Explicou que o jogo seria usado para contar pontuação para o ranking. Como assim? Era um amigável com cunho de homenagem [tragédia do Chapecoense], uma partida com um objetivo mais humano do que de competição. Que critérios são esses?

Por que vemos cada vez menos treinadores brasileiros na Europa?

[Risos] Mais uma difícil de responder... Talvez, falta de reconhecimento de trabalho e necessidade melhor preparação da nossa parte. O Mundial'2014 mexeu muito com os treinadores brasileiros, a nossa classe foi a grande culpada pelo insucesso. Depois, com a poeira baixa, perceberam que o lado diretivo também tinha culpa, a Imprensa, os jogadores... Toda resposta única e isolada é sempre burra. Antes, nos outros títulos mundiais, o mérito também não foi apenas dos treinadores. É o conjunto da obra, precisamos dividir responsabilidades e louros. A estrutura do futebol brasileiro que é pentacampeã mundial. Precisamos habilitar os nossos treinadores cada vez mais, que todos tenham cursos padrão UEFA. Felizmente, tenho visto que a CBF está atrás disso. Quero ver treinadores brasileiros na Europa, em Portugal, todos eles em busca de uma melhor formação. Fato é: a língua também é determinante. Não adianta eu, por exemplo, querer trabalhar no futebol inglês. Digo isso porque não vou atingir a excelência do trabalho, não posso tentar enganar-me. Não vou conseguir aplicar a minha linguagem em tempo real. Não adianta! Tenho experiências nos Emirados Árabes [Al Ain em 2007 e Al Wahda em 2010], onde cresci profissionalmente, foi útil, mas não tive a excelência de trabalho. A língua é fundamental.

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