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"Toda a cidade ardia" de Marta Dias volta à cena no Teatro Aberto

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/10/2017 Administrator

A peça "Toda a cidade ardia", com texto e encenação de Marta Dias, baseada em poemas de Alice Vieira, regressa na sexta-feira ao Teatro Aberto, em Lisboa, onde se estreou em junho último.

O amor, a esperança, a alegria, a perda, a desilusão, o sonho, o mundo construído estão todos presentes na peça que é interpretada por Ana Guiomar, André Patrício, António Fonseca, Catarina Moreira, Pires, Emanuel Rodrigues, Madalena Almeida, Miguel Lopes Rodrigues, Sílvia Filipe e Vítor d´Andrade,

"Toda a cidade ardia" baseia-se em poemas de Alice Vieira e conta a história de Ana. Parte da vida da autora de "Rosa, minha irmã Rosa" e acaba por caber na obra encenada por Marta Dias, como explicou a encenadora à Lusa.

Embora não seja uma peça sobre a vida de Alice Viera nem de Mário Castrim, estão lá os ideais dos dois, os sonhos de um futuro melhor para Portugal, que só viria a ser obtido após a revolução dos Cravos, de Abril de 1974.

São quase 70 anos de história -- dos anos 1940 à atualidade -, da história de vida de uma mulher, entrecruzadas com a história de um país que, ao longo desse tempo, acabou por ver cair a ditadura e nascer a liberdade.

A cruzar esta história vão estar também momentos como o Maio de 1968 ou o 25 de Abril de 1974.

Questionada sobre como surgiu esta peça, Marta Dias refere ter lido "Dois corpos tombando na água" há dez anos e ter logo idealizado pôr aqueles poemas em palco.

Depois foi comprando os livros de Alice Vieira, leu "O que dói às aves" e "Os armários da noite", e a vontade foi aumentando.

"Aqueles poemas têm uma narrativa. Não são a história de Alice nem a minha, mas são uma história que merce ser contada, ser partilhada e com a qual podemos pensar todos juntos", observa.

Apesar de receosa do que a jornalista e escritora pudesse pensar da sua "ousadia", resolveu contar-lhe. E ficou a admirá-la ainda mais pela forma "simples e com imenso carinho como acolheu a ideia".

"Alice Vieira", sublinha, sem esconder a admiração pela mulher, jornalista e escritora, é "uma mulher superaberta, superacessível, que põe um pouco da sua vida em cada obra e com quem temos tanto a aprender".

A cenografia é de Marisa Fernandes, a coreografia de Cláudia Nóvoa e o figurino de Dino Alves.

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