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"Todos os ex-árbitros que foram consultados acham que há marosca"

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/06/2017 Hugo Monteiro
© Fornecido por O jogo

O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, abordou as revelações do jornal Expresso, que davam conta da existência de uma conversa entre Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira sobre a nota de Rui Costa no jogo FC Porto-Benfica, disputado em maio de 2014

Francisco J. Marques acredita que a alegada descida da nota do árbitro Rui Costa no jogo entre FC Porto e Benfica, em maio de 2014, "não é normal", destacando ainda que, à época, os clubes não tinham acesso às notas dos árbitros.

"À época, porque atualmente os regulamentos já não permitem fazer este tipo de coisas, os clubes tinham direito de reclamar das notas dos desempenhos dos árbitros. Mas os clubes não sabiam as notas com que os árbitros tinham sido avaliados; só sabiam a descrição dos lances relevantes e, se não concordassem com determinada coisa, reclamavam. Mas o Benfica não só sabe a nota, tendo acesso a informação que não devia ter, como consegue intervir e baixar a nota para 2.0", começou por referir o diretor de comunicação e informação do FC Porto.

"Falei com um ex-árbitro e, sem particularizar, perguntei-lhe: 'É normal baixar uma nota de 3.5 para 2.0?' E ele respondeu: 'Não, isso é vigarice'. E eu: 'Vigarice como?'. E ele: 'É vigarice. só se não marcasse dez penáltis. Mas se não marcasse dez penáltis não teria 3,5. Isso foi de propósito e não acredito que tenha acontecido'. Ao que sei, por contacto indireto, todos os ex-árbitros que foram consultados acham que há marosca; que não é normal. O Benfica veio alegar que tinha usado uma reclamação legal. Mas o problema não está aí. Isto é o tempo do famigerado Ferreira Nunes, a pôr e dispor das notas dos árbitros. É nesta altura que, por exemplo, Vítor Pereira nomeia Marco Ferreira desconhecendo que tinha tido avaliações tão negativas e que ia ser despromovido. É o poder de Ferreira Nunes, pessoas muito próxima e, ao que consta, ao serviço do Benfica. Está nas mãos da FPF tornar público todas as reclamações que existiram e o que aconteceu", continuou Francisco J. Marques.

"Perguntei ao ex-árbitro o que seria uma descida muito forte. E ele respondeu-me: 'Uma descida muito forte de passar 3.5 para 3.0; quanto muito para 2,9'. Ainda recentemente foram públicas as classificações dos árbitros e vemos que as diferenças são centésimas. O que terá implicado ao arbitro Rui Costa esta descida de nota? Quantos lugares terá caído na classificação com esta descida de nota? Isto é um caso especialmente grave. Não deixa de ser surpreendente que essa figura mais ou menos incógnita, mais ou menos nublosa chamada Nuno Cabral, esteja sempre metida no meio disto. É ele que informa o resultado da nota depois da 'nossa' reclamação. Isto é demasiado grave e não pode ficar por aqui. As autoridades do futebol não podem fingir que isto não acontece. O CD da FPF não pode fingir que isto não acontece. Não pode estar sempre atento ao que eu digo e a meter-me processos e não se preocupar com estas coisas. É um caso muito grave e tem de ser esclarecido. Aqui há marosca. Um penálti mal assinalado não dá para baixar uma nota de 3,5 para 2,0", terminou.

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